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    O Sábado Não Salva: O Sábado não é Ponto de Salvação
    O Sábado

    O Sábado Não Salva: O Sábado não é Ponto de Salvação

    Descubra por que a guarda do sábado não é critério de salvação à luz do Novo Testamento e do testemunho bíblico. Questione doutrinas adventistas.

    December 31, 20257 min min readBy Rodrigo Custódio

    Jesus buscará para Si um povo composto de homens e mulheres de todas as épocas e nações que creram nEle, foram regenerados pelo Espírito Santo e perseveraram na fé, incluindo incontáveis cristãos que nunca guardaram o sábado judaico. O Novo Testamento não apresenta o sábado como condição de salvação nem como linha absoluta de separação entre crentes e incrédulos, e até a própria Ellen White, ainda que tente fazer do sábado um “grande teste”, admite explicitamente que muitos verdadeiros seguidores de Cristo se encontram em igrejas dominicais e mesmo entre católicos.​


    1. A base bíblica da salvação: fé em Cristo, não sábado

    1.1 O eixo da salvação no Novo Testamento

    O Novo Testamento define a salvação em termos de graça, fé e união com Cristo, não de observância de um dia específico da semana.

    • Efésios 2:8-9: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

    • Romanos 10:9-10: salvação vinculada a confessar com a boca Jesus como Senhor e crer no coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos.

    • João 3:16-18: quem crê no Filho tem vida eterna; quem não crê já está condenado.

    Não há:

    • Nenhuma passagem que declare: “Quem não guardar o sábado não será salvo”.

    • Nem um texto que diga que o sábado será o critério final de separação entre salvos e perdidos.

    1.2 Dias e liberdade cristã

    Ao contrário, Paulo trata a questão de dias com notável liberdade:

    • Romanos 14:5-6: “Um faz diferença entre dia e dia, outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Quem faz caso do dia, para o Senhor o faz…”

    • Colossenses 2:16-17: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, porque tudo isto são sombra das coisas que haviam de vir; mas o corpo é de Cristo.”

    Paulo:

    • Reconhece que alguns cristãos ainda valorizam dias especiais, mas não faz disso uma exigência universal.

    • Proíbe que sábados (no plural, incluindo sábados cerimoniais e, por extensão, qualquer calendário judaico) sejam usados como base para julgar crentes.​

    Biblicamente, então, a linha de separação entre crentes e incrédulos é:

    • A resposta a Cristo (fé/descrença),

    • O selo do Espírito (Ef 1:13; 4:30),

    • O fruto de uma vida transformada (Gl 5:22-23),

    e não a guarda de um dia.


    2. O sábado não aparece como critério escatológico de salvação

    2.1 O juízo no Novo Testamento

    Nos textos escatológicos centrais:

    • Mateus 25 (ovelhas e bodes): o critério é o tratamento dado a Cristo nos Seus irmãos (amor, misericórdia, serviço), não calendário.

    • João 5:24-29: a passagem da morte para a vida se dá “ao ouvir a sua palavra e crer naquele que o enviou”; a ressurreição de vida é para “os que fizeram o bem”, em oposição aos que praticaram o mal.

    • Apocalipse 20-21: os nomes inscritos no “livro da vida do Cordeiro” determinam quem entra na Nova Jerusalém, não menções a sábado como filtro final.

    Se o sábado fosse o teste universal definitivo, seria razoável esperar:

    • Referências claras a isso nas listas de julgamento.

    • Advertências explícitas ligando salvação eterna à observância do sétimo dia na Nova Aliança.

    Mas não há tais declarações. O silêncio é eloquente.


    3. A própria Ellen White admite salvos que não guardam o sábado

    Apesar de amplificar o sábado como “sinal” escatológico em sua estrutura profética, Ellen White faz afirmações que, na prática, negam que o sábado seja critério absoluto de salvação.

    3.1 “A grande massa dos verdadeiros seguidores de Cristo ainda está em Babilônia”

    Em O Grande Conflito, ao tratar do chamado final de Apocalipse 18, ela escreve que:

    • “Não obstante a escuridão espiritual e alienação de Deus existentes nas igrejas que constituem Babilônia, a grande massa dos verdadeiros seguidores de Cristo ainda se acha em sua comunhão.”​

    Implicações:

    • “Babilônia”, em sua estrutura, inclui igrejas protestantes dominicais e o catolicismo — grupos que não guardam o sábado segundo o padrão adventista.​

    • Chamar “a grande massa dos verdadeiros seguidores de Cristo” de membros de tais igrejas é reconhecer que multidões de salvos não guardam o sábado semanal.

    Se o sábado fosse a linha absoluta entre leais e desleais, essa afirmação seria impossível.

    3.2 “Um grande número será salvo dentre os católicos”

    Ellen White também declarou, em palestras e escritos:

    • Que havia muitos católicos vivendo à altura da luz que possuíam.

    • E que, de acordo com o que lhe fora mostrado, “um grande número será salvo dentre os católicos”.​

    Católicos:

    • Não guardam o sábado do sétimo dia.

    • Guardam o domingo e seguem práticas que ela classifica como erros de “Babilônia”.

    Ainda assim, ela afirma que um grande número deles será salvo.

    3.3 Pagãos que nunca ouviram sobre a lei e o sábado

    Em textos devocionais e artigos, Ellen White escreveu sobre:

    • “Pagãos” que nunca ouviram falar de Cristo nem da lei de Deus, mas que, pela luz que possuem e mediante a consciência, respondem positivamente à revelação de Deus na natureza e na providência, sendo aceitos por Ele.​

    Esses:

    • Não conhecem sábado, nem o guardam.

    • Mesmo assim, ela admite que alguns serão salvos.

    Conclusão inevitável a partir de seus próprios escritos:

    • O sábado não é critério absoluto de quem será salvo.

    • Deus salvará pessoas sem conhecimento ou prática sabática, inclusive em comunhões dominicais.


    4. Onde Ellen White contradiz a Bíblia (e a si mesma) sobre o sábado como “teste final”

    4.1 Sábado como “grande teste de lealdade”

    Ellen White também escreveu que:

    • O sábado é a “linha de demarcação entre os leais e desleais”.

    • Será “o grande teste” nos últimos dias, distinguindo quem recebe o “selo de Deus” de quem recebe a “marca da besta”.​

    Ela chega a dizer que:

    • O teste final sobre o sábado não poderia ocorrer antes de 1844, ligando a atual função do sábado a uma cronologia típica adventista, sem base explícita no Novo Testamento.​

    Isso cria tensão com:

    • A doutrina bíblica de que o critério último é a relação com Cristo (João 3; 5; 12; Ap 20).

    • As próprias declarações dela de que há uma grande massa de verdadeiros cristãos em Babilônia e um grande número de católicos que serão salvos.​

    4.2 Contradição lógica

    Se aceitarmos, ao mesmo tempo, que:

    • O sábado é a linha absoluta entre leais e desleais,

    • Mas que “a grande massa” dos verdadeiros cristãos está em igrejas dominicais (Babilônia) e que muitos católicos serão salvos,

    então:

    • Ou o sábado não é linha absoluta,

    • Ou essas pessoas não são verdadeiros cristãos.

    Ela, no entanto, quer manter ambos os lados:

    • Absolutizar o sábado na escatologia,

    • Mas admitir que Deus tem povo fiel dentro de sistemas que não guardam o sábado.

    Isso revela uma incoerência interna no edifício teológico.


    5. Jesus vem buscar pessoas que nunca guardaram o sábado

    À luz:

    • Do ensino bíblico sobre salvação pela graça mediante fé,

    • Da liberdade em relação a dias em Romanos 14 e Colossenses 2,

    • E das próprias concessões de Ellen White sobre salvos em igrejas dominicais e entre católicos e pagãos,

    conclui‑se:

    1. Jesus virá buscar incontáveis crentes que nunca guardaram o sábado judaico.

      • Milhões de cristãos ao longo da história, de diversas tradições, guardaram o domingo como dia de culto sem jamais ser ensinados sobre o sábado bíblico.

      • Condenar todos indiscriminadamente por isso contradiz a promessa de Cristo de que estaria com a Sua igreja “até a consumação dos séculos” e que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela.

    2. O sábado não é ponto de salvação.

      • Não é fundamento da justificação nem da adoção como filhos de Deus.

      • Não é critério escatológico explícito no Novo Testamento.

    3. O sábado não separa, crentes de incrédulos.

      • A Bíblia reserva esse papel para a fé em Cristo e o selo do Espírito.

      • Mesmo a autora tida como profetisa dentro do adventismo testemunha que muitos verdadeiros seguidores de Cristo se encontram em comunhões que não guardam o sábado.​

    Diante disso, qualquer sistema que pretenda fazer do sábado o eixo da salvação e a linha definitiva entre povo de Deus e ímpios não apenas se afasta do Novo Testamento, como entra em conflito com os melhores insights que a própria Ellen White teve ao admitir a presença de genuínos cristãos fora do círculo sabatista.

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    Bibliographic References

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