
ONU e a Fraqueza Organizacional da Igreja Adventista do Sétimo Dia
Introdução: Um Movimento Construído Sobre Profecia Falsa
Em 22 de outubro de 1844, dezenas de milhares de cristãos americanos aguardavam o retorno literal de Jesus Cristo. William Miller, um pregador batista, havia calculado meticulosamente que naquela data exata terminariam as "2.300 tardes e manhãs" de Daniel 8:14, marcando o fim do mundo. Famílias venderam suas propriedades. Fazendeiros deixaram colheitas apodrecerem nos campos. Crentes vestiram "mantos de ascensão" e subiram colinas para estarem mais próximos do céu quando Jesus aparecesse.
Cristo não veio. A manhã de 23 de outubro trouxe não glória celestial, mas o que seria conhecido como o "Grande Desapontamento" — um dos episódios mais embaraçosos da história do cristianismo americano.
A maioria dos Mileritas abandonou o movimento, admitindo o erro. William Miller próprio reconheceu que havia se equivocado e retornou à sua igreja batista. Mas um pequeno grupo se recusou a aceitar a realidade. Liderados por uma jovem de 17 anos chamada Ellen Harmon (mais tarde Ellen G. White), eles criaram uma reinterpretação criativa: Miller não havia errado na data — apenas havia se equivocado sobre o evento. Em 22 de outubro de 1844, Jesus não retornou à Terra, mas "entrou no lugar santíssimo do santuário celestial" para iniciar um "juízo investigativo".
Esta racionalização de uma profecia falhada tornou-se a pedra fundamental da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), oficialmente organizada em 1863. Hoje, 182 anos depois, essa organização com 21+ milhões de membros globais enfrenta um colapso de suas próprias contradições: uma teologia construída sobre profecias falhadas, liderada por uma falsa profetisa, que agora abraça institucionalmente as mesmas entidades que sua escatologia identifica como perseguidoras — os Estados Unidos e as Nações Unidas.
Este artigo examina como a fraqueza teológica intrínseca do adventismo — suas profecias falhadas, suas doutrinas antibíblicas, e sua dependência de revelação extrabíblica — tornou inevitável o paradoxo institucional atual: uma igreja que profetiza perseguição pelo governo americano enquanto depende de seus benefícios fiscais; que identifica a ONU como instrumento do Anticristo enquanto cumpre fielmente requisitos de disseminação de suas agendas; e que se apresenta como defensora da liberdade religiosa enquanto abandona seus próprios membros sob pressão secular.
I. A Falsa Profetisa: Ellen White e o Teste Bíblico de Deuteronômio 18
A Bíblia estabelece um critério simples e infalível para identificar falsos profetas:
"Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele não se cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele."
— Deuteronômio 18:22
Ellen G. White (1827-1915) falhou repetidamente neste teste. Suas profecias não se cumpriram. Suas predições revelaram-se falsas. E, contudo, a IASD a venera como possuidora do "espírito de profecia", colocando seus escritos como lente interpretativa da própria Escritura.
1.1 A Doutrina da "Porta Fechada" (1844-1851): Sete Anos de Falsa Profecia
Após o Grande Desapontamento, Ellen Harmon afirmou ter recebido sua "primeira visão" em dezembro de 1844. Longe de corrigir o erro Milerita, essa visão cimentou e radicalizou o fanatismo.
Ellen proclamou que a "porta da misericórdia" havia se fechado em 22 de outubro de 1844. Todos aqueles que rejeitaram a mensagem Milerita — incluindo protestantes que corretamente identificaram a marcação de datas como antibíblica — estavam agora eternamente condenados.
Evidências textuais de Ellen White:
"Vi que os cristãos nominais e pecadores foram deixados para trás, para ser julgados pelos anjos maus... Satanás e seus anjos triunfaram sobre eles... Eles não perceberam que estavam rejeitando o conselho de Deus contra si mesmos, e atuando em união com Satanás e seus anjos."
— Ellen G. White, Early Writings (sobre aqueles que rejeitaram Miller)
"Vi um anjo voando rapidamente para mim. Ele rapidamente me levou da terra para a Cidade Santa. Na cidade, vi um templo... Nós todos entramos no templo, e encontramos Jesus no santíssimo, ministrado. Jesus não estava na porta fechada, e ninguém pode entrar por aquele caminho agora."
— Ellen G. White, primeira visão de dezembro 1844
Entre 1844 e 1851, Ellen White consistentemente ensinou que a salvação dos pecadores havia terminado. Apenas aqueles que aceitaram a mensagem Milerita podiam ser salvos. Esta doutrina era chamada de "Shut Door" ("Porta Fechada").
Miles Grant e Lucinda Burdick, testemunhas contemporâneas, testificaram em 1874 que Ellen White de fato ensinou a "Porta Fechada" — acusação que ela negou publicamente mais tarde, mas que os registros históricos comprovam.
O problema: A porta não estava fechada. Milhões de pessoas se converteram ao cristianismo após 1844. A predição de Ellen White de que a obra de salvação havia terminado foi espetacularmente falsa.
1.2 A Iminência da Segunda Vinda (1849-1856): Repetidas Profecias Falhadas
Apesar do fracasso de 1844, Ellen White continuou predizendo a volta iminente de Cristo. Ela afirmou repetidamente receber revelações divinas sobre o fim próximo.
1849: "Poucos Meses Restantes"
"Vi que o tempo para Jesus permanecer no lugar santíssimo estava quase terminado, e aquele tempo pode durar apenas um pouco mais... O tempo quase acabou. O que foi feito para a causa de Deus, deve ser feito rapidamente."
— Ellen G. White, Early Writings, p. 58, 64 (escrito em 1849)
1850: "Tempo Quase Acabado Este Ano"
"Meu anjo acompanhante disse: 'O tempo está quase acabado. Vocês que foram recentemente trazidos ao rebanho têm uma obra de apressada santificação a realizar.'"
— Ellen G. White, Experience and Views, p. 46-47 (1850)
1856: Profecia Específica Sobre Conferência em Battle Creek
Na primavera de 1856, em uma conferência em Battle Creek, Michigan, Ellen White fez sua predição mais específica e verificável:
"Foi mostrado a mim na conferência que muitos pequenos filhos seriam levados e colocados no Monte Sião com seus pais; outros seriam deixados na terra para passar pelas sete últimas pragas... Foi mostrado a mim que vários presentes nesta conferência dariam suas vidas pelo evangelho."
— Testemunho de um participante, George I. Butler
Todos os presentes naquela conferência estão mortos. Nenhum passou pelas "sete últimas pragas". Cristo não retornou. A profecia falhou.
1.3 Outras Profecias Comprovadamente Falsas
Laticínios Tornar-se-ão Progressivamente Inseguros (1905)
Em The Ministry of Healing (1905), Ellen White profetizou:
"Leite e carne estão rapidamente se tornando inseguros. A maldição de Deus está sobre o campo, sobre os animais, por causa da perversidade do homem."
— Ellen G. White, Ministry of Healing
Realidade: Dentro de uma década após essa predição, a pasteurização tornou-se padrão industrial nos Estados Unidos, tornando os laticínios mais seguros do que nunca na história humana. A American Dairy Association reconhece oficialmente a pasteurização como o avanço que eliminou doenças transmitidas por laticínios.
Pessoas Vivendo em Júpiter
Ellen White alegou ter visto em visão pessoas "altas e belas" vivendo em Júpiter. A ciência moderna provou que Júpiter é um planeta gasoso completamente inabitável por formas de vida humanoides.
1.4 Conclusão Inescapável: Ellen White é uma Falsa Profetisa
Deuteronômio 18:22 não deixa margem para ambiguidade: quando um profeta faz predições em nome de Deus e elas não se cumprem, esse profeta não falou por Deus. Não há exceções. Não há "erros honestos". Não há "cumprimentos parciais".
Ellen White falhou o teste bíblico de profeta:
Predisse que a porta da misericórdia fechou-se em 1844 — falso.
Predisse que Cristo voltaria em "poucos meses" em 1849 — falso.
Predisse que participantes da conferência de 1856 estariam vivos na Segunda Vinda — falso.
Predisse que laticínios se tornariam inseguros — falso.
Como, então, uma organização religiosa com 21 milhões de membros pode estar construída sobre os escritos de uma falsa profetisa?
A resposta revela a fraqueza estrutural do adventismo: a IASD não pode abandonar Ellen White sem desmoronar completamente, porque toda sua teologia distintiva depende das reinterpretações dela — especialmente o Juízo Investigativo.
II. Teologia Falha: Doutrinas que Contradizem a Escritura
O adventismo não é meramente um cristianismo "com algumas diferenças". Ele ensina doutrinas que contradizem frontalmente o ensino bíblico sobre salvação, escatologia e a obra de Cristo.
2.1 O Juízo Investigativo: Negação da Obra Completa de Cristo
A doutrina distintiva central do adventismo — aquela que surgiu para explicar o embaraço de 1844 — é o Juízo Investigativo.
Ensino Adventista:
Desde 22 de outubro de 1844, Jesus Cristo entrou no "lugar santíssimo" do santuário celestial para iniciar um "juízo investigativo". Neste juízo, Cristo examina os registros de vida de todos que já professaram fé cristã para determinar quem realmente merece salvação. Somente aqueles cujos registros revelam obediência consistente serão finalmente salvos.
O teólogo adventista Fernando Canale admite:
"A doutrina do Santuário, com sua contraparte do Juízo Investigativo, é frequentemente descrita por estudiosos e pastores adventistas como a doutrina distintiva mais importante do adventismo."
Contradição Bíblica Direta:
Hebreus 9:11-12:
"Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote... entrou no Santo dos Santos uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção."
O texto é inequívoco: Cristo entrou no Santo dos Santos UMA VEZ POR TODAS quando ascendeu ao céu. Não em 1844. Não gradualmente. Imediatamente após sua ressurreição.
Hebreus 9:24-26:
"Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos... mas no próprio céu, para comparecer agora por nós perante a face de Deus."
Cristo não esperou 1.800 anos para entrar na presença de Deus. Ele entrou imediatamente.
João 5:24:
"Em verdade, em verdade vos digo: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida."
Crentes em Cristo não entram em juízo. A sentença já foi dada: absolvição completa baseada na obra de Cristo, não em registros de performance pessoal.
1 João 2:1-2:
"Se, porém, alguém pecar, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo. Ele é a propiciação pelos nossos pecados."
Cristo é nosso Advogado agora, não a partir de 1844.
O Problema Soteriológico:
O Juízo Investigativo transforma salvação pela graça em salvação por obras retrospectiva. A decisão final sobre salvação não depende da obra de Cristo na cruz, mas do desempenho do crente revelado em registros celestiais.
John MacArthur (teólogo protestante) resume:
"Esta mistura estranha de falsas doutrinas, legalismo descarado e declarações perfeccionistas presunçosas fatalmente confunde o evangelho. Esta afirmação patentemente falsa de que a salvação em última análise depende do próprio mérito do crente é uma negação deliberada do evangelho da graça como ensinado na Escritura."
Conclusão: O Juízo Investigativo nega a suficiência da obra expiatória de Cristo e transforma o cristianismo de religião de graça em religião de desempenho.
2.2 Escatologia Apocalíptica Desequilibrada: "Paranóia Apocalíptica Institucionalizada"
O adventismo desenvolveu uma escatologia exclusivamente apocalíptica, abandonando o equilíbrio messiânico presente no Antigo Testamento e no Novo Testamento.
O teólogo adventista Reimar Vetne escreve:
"Desde o próprio início, nossa escatologia se configurou, por várias razões, como uma escatologia apocalíptica, não como uma messiânica... Não fomos capazes de preservar esta ambivalência fundamental. Mas ambivalência não significa ambiguidade. Confundir ambas levou-nos a construir uma teologia superficial e pragmática... Isto é o que chamei de 'Desequilíbrio Endógeno da Escatologia Adventista."
Consequências:
Paranóia apocalíptica: Visão do mundo como inerentemente hostil, conspirações governamentais, medo de perseguição iminente.
Exclusivismo radical: Somente adventistas guardadores do sábado serão salvos.
Fragmentação sectária: Cada crise produz novas dissidências alegando ser o "remanescente mais puro".
Manifestação Extrema:
Em 1993, David Koresh e os Davidianos (dissidência adventista) morreram em Waco, Texas, em confronto armado com autoridades federais. Koresh havia se declarado o "Cordeiro" de Apocalipse 5, alegando cumprir profecias adventistas.
Vetne admite:
"David Koresh e o holocausto apocalíptico dos Davidianos vinte e cinco anos atrás em 1993 é apenas uma manifestação sociopolítica extrema de um 'Ethos Apocalíptico' típico do Adventismo, que transversalmente ainda é cultivado e apreciado em nossas igrejas e escolas, muitas vezes temperado com uma dose ingênua de paranóia apocalíptica."
Conclusão: A escatologia adventista não é meramente "interpretação diferente" — ela produz um ethos psicológico de paranóia, exclusivismo e fragmentação.
2.3 Historicismo Profético: Um Método Desacreditado
O adventismo interpreta as profecias de Daniel e Apocalipse usando o método historicista — lendo as visões apocalípticas como cronologia sequencial de eventos históricos desde o tempo bíblico até o fim do mundo.
Problema: Este método foi abandonado pela academia bíblica moderna, inclusive por estudiosos adventistas.
Jon Paulien, renomado teólogo adventista, publicou artigo acadêmico intitulado "O Fim do Historicismo? Reflexões sobre a Abordagem Adventista à Apocalíptica Bíblica" (2003), argumentando que o método historicista "tornou-se insustentável à luz da erudição moderna e da crítica histórica".
Por que o historicismo falhou:
Exegese anacrônica: Força textos antigos a "predizer" eventos modernos que os autores originais não poderiam ter previsto.
Subjetividade extrema: Cada intérprete identifica diferentes eventos históricos nas mesmas profecias.
Negligência do contexto original: Ignora o significado das profecias para a audiência original.
Exemplo adventista clássico:
Apocalipse 13:3 ("ferida mortal curada") = Tratado de Latrão (1929) restaurando poder temporal do Papa.
Apocalipse 13:11 ("besta de dois chifres") = Estados Unidos (republicanismo + protestantismo).
Eruditos bíblicos modernos — incluindo evangélicos conservadores — reconhecem essas identificações como eisegese (leitura de significado no texto) ao invés de exegese (extração de significado do texto).
Conclusão: A escatologia adventista está construída sobre um método interpretativo que os próprios estudiosos adventistas admitem estar "chegando ao fim".
2.4 Autoridade de Ellen White Acima da Escritura: Violação de Sola Scriptura
Embora a IASD oficialmente afirme crer na autoridade suprema da Escritura, na prática, os escritos de Ellen White funcionam como lente interpretativa acima da Bíblia.
John MacArthur observa:
"Uma vez que eles [adventistas] leem e interpretam a Bíblia através da lente das obras supostamente inspiradas da Sra. White, seus escritos na prática têm autoridade mais alta que a Escritura. A Escritura simplesmente não pode ser usada para corrigir os erros da Sra. White, porque a Escritura é interpretada pelo que ela escreveu."
Exemplos concretos:
Doutrina do Santuário: Construída inteiramente sobre visões de Ellen White, não sobre exegese de Hebreus.
Sábado como "selo de Deus": Baseado em interpretações de Ellen White, não no texto de Apocalipse.
Dieta vegetariana como mandamento moral: Derivado de visões de saúde de Ellen White, não de textos bíblicos.
Consequência: Adventistas não podem questionar Ellen White sem questionar toda sua estrutura teológica. Ela é infalsificável dentro do sistema adventista — exatamente como o Magistério Católico é infalsificável dentro do Catolicismo Romano.
Conclusão: O adventismo viola o princípio protestante de Sola Scriptura, substituindo-o por "Scriptura + Ellen White".
III. O Paradoxo Institucional: Abraçando os "Inimigos Proféticos"
A escatologia adventista ensina que, nos últimos dias, os Estados Unidos (identificados como a "besta de dois chifres" de Apocalipse 13) se unirão com o papado (a "primeira besta") para forçar a observância dominical global. As Nações Unidas servirão como instrumento dessa perseguição final.
Ellen White profetizou:
"Quando nossa nação, em seus conselhos legislativos, promulgar leis para obrigar as consciências dos homens em relação aos seus privilégios religiosos, forçando a observância do domingo... a lei de Deus será, para todos fins e propósitos, anulada em nossa terra; e a apostasia nacional será seguida pela ruína nacional."
O paradoxo devastador: Esta mesma organização que profetiza perseguição pelos Estados Unidos e pela ONU mantém alianças formais juridicamente vinculantes com ambas as entidades, dependendo delas para sobrevivência financeira e legitimidade institucional.
3.1 Dependência Fiscal do Governo Americano: O Cordão de Ouro
A Conferência Geral da IASD possui status 501(c)(3) sob o Código Tributário dos Estados Unidos, concedendo:
Isenção total de impostos federais sobre receitas operacionais
Dedutibilidade fiscal para doadores (subsidio governamental indireto)
Isenções estaduais e municipais (IPTU, ICMS, imposto de renda)
Acesso a fundos governamentais e contratos de serviços sociais
Magnitude financeira:
Conferência Geral (2024): $656 milhões em ativos totais
Dízimo global anual: ~$3,8 bilhões, dos quais $400-500 milhões dos EUA
Adventist HealthCare (Maryland, 2024): $1,077 bilhão em receitas
A perda do status 501(c)(3) representaria colapso financeiro catastrófico.
A ironia devastadora: A IASD profetiza que o governo americano imporá a "marca da besta" sobre adventistas guardadores do sábado, mas depende estruturalmente desse mesmo governo para sua sobrevivência financeira.
3.2 Aliança com a ONU: Cumprindo Requisitos da "Besta"
Em 10 de maio de 1985, a Conferência Geral recebeu status consultivo especial junto ao Conselho Econômico e Social (ECOSOC) das Nações Unidas.
Requisitos juridicamente vinculantes (Resolução ECOSOC 1996/31):
Artigo 2: "Os objetivos e propósitos da organização devem estar em conformidade com o espírito, os propósitos e os princípios da Carta das Nações Unidas."
Artigo 3: "A organização se compromete a apoiar o trabalho das Nações Unidas e a promover o conhecimento de seus princípios e atividades."
Obrigação de Disseminação: ONGs devem disseminar materiais da ONU através de seus canais de comunicação.
Cumprimento Documentado:
Nos relatórios quadrienais ao ECOSOC, a Conferência Geral comprovou:
2005-2008: "A Conferência Geral operou um Escritório de Ligação das Nações Unidas... materiais das Nações Unidas são disseminados pelos canais de comunicação da organização."
1994-1997: "As atividades da Conferência Geral contribuem para a promoção da Declaração Universal dos Direitos Humanos... A Igreja tem programas em harmonia com as recomendações das Nações Unidas."
Declarações Oficiais Sincronizadas com Agendas ONU:
Ano | Declaração Adventista | Iniciativa ONU Correspondente |
|---|---|---|
1995 | Tolerância | Ano Internacional da Tolerância |
1996 | Controle do Tabagismo | Assembleia Mundial da Saúde (OMS) |
1998 | 50º Aniversário DUDH | Celebração ONU dos Direitos Humanos |
2015 | Imunização | Reunião com Secretário-Geral Ban Ki-moon |
A ironia devastadora: A IASD comprometeu-se contratualmente a promover os princípios da organização que sua escatologia identifica como instrumento do Anticristo.
3.3 A ADRA: Humanitarismo Secular Sem Evangelho
A Adventist Development and Relief Agency (ADRA), braço humanitário da IASD, apresenta outro paradoxo revelador.
Financiamento:
2024: $120,6 milhões em receitas totais
Fontes: Majoritariamente USAID (EUA), governos europeus, agências ONU, governos nacionais
Doações adventistas privadas: Fração minoritária
Michael Kruger, Diretor Executivo ADRA Internacional:
"Centenas de milhões de dólares que a ADRA recebe cada ano vêm de cofres governamentais... Se você olhar para a ADRA Brasil hoje, a ADRA Brasil é financiada quase exclusivamente por estados dentro do Brasil."
Proibição de Proselitismo:
Como condição para receber fundos governamentais, a ADRA está proibida de evangelizar:
"Devemos ter muito cuidado, especialmente com financiamento do governo dos EUA, que a ADRA não use esses fundos para proselitizar diretamente."
Site oficial da ADRA:
"A ADRA não proselitiza. O amor de Deus nos programas da ADRA é expresso quando alcança aqueles em necessidade independentemente de raça, gênero, afiliação política ou religiosa."
A ironia devastadora: A ADRA tornou-se uma ONG secular que não pode pregar o evangelho como condição para receber centenas de milhões em fundos dos "inimigos proféticos".
3.4 Falsa Defesa da Liberdade Religiosa: Abandono dos Membros
Durante os mandatos de vacinação COVID-19 (2020-2022), milhares de membros adventistas solicitaram isenções religiosas baseadas em consciência.
A resposta oficial da IASD foi devastadora:
John Ashmeade, Diretor Associado PARL, Atlantic Union Conference:
"Como a Igreja Adventista não possui política contra vacinação, líderes adventistas não podiam verdadeiramente representar aos empregadores que os adventistas ensinam ou creem que a vacinação viola os ensinamentos ou doutrinas da Igreja. De fato, escolas adventistas cumprem requisitos governamentais de vacinação."
A liderança recusou-se a apoiar seus próprios membros, citando a Declaração de Imunização de 2015 (sincronizada com agenda ONU) como justificativa.
A ironia devastadora: Uma igreja que se apresenta como defensora global da liberdade religiosa abandonou seus membros quando as pressões seculares se intensificaram, priorizando sua aliança com instituições globais.
IV. Movimentos Dissidentes: Extremismo Reativo Fragmentado
Diante dessas contradições, surgiram movimentos dissidentes acusando a IASD de apostasia.
Exemplos:
Adventistas Davidianos (1930s-1993): Victor Houteff → David Koresh → Massacre de Waco
Movimento de Reforma (WWI): Separação por pacifismo
Campanha SDA Pearl / Newport Church (2020s): Carta aberta exigindo ruptura com ONU
Críticas legítimas dos dissidentes:
Aliança com ONU contradiz escatologia adventista
Declarações oficiais não foram votadas democraticamente
Liderança usa "questões administrativas" para contornar delegados
Mas os dissidentes caem em extremismo equivalente:
Exclusivismo fanático: Alegam ser único remanescente verdadeiro
Fragmentação interminável: Subdivisões contínuas, cada uma "mais pura"
Rejeição da organização: Ignoram que Ellen White defendeu estrutura formal
Congregacionalismo caótico: Sistema que Ellen White explicitamente rejeitou
Conclusão: O adventismo está fragmentando-se entre uma organização comprometida com o mundo e movimentos separatistas extremistas — ambos traindo o equilíbrio original.
V. Conclusão: O Colapso Inevitável de um Movimento Construído Sobre Areia
A Igreja Adventista do Sétimo Dia enfrenta uma crise existencial de integridade teológica e institucional.
O problema não é meramente organizacional — é teológico na raiz:
Fundação em profecia falhada: O movimento nasceu do Grande Desapontamento de 1844, uma predição falsa racionalizada post facto.
Falsa profetisa como autoridade: Ellen White falhou repetidamente o teste bíblico de profeta, mas seus escritos permanecem como lente interpretativa acima da Escritura.
Doutrinas antibíblicas: O Juízo Investigativo nega Hebreus 9; a escatologia apocalíptica desequilibrada produz paranóia institucionalizada; o historicismo foi desacreditado pela academia bíblica.
Paradoxo profético insustentável: Profetizar perseguição pelos EUA e ONU enquanto depende estruturalmente de ambos para sobrevivência financeira e legitimidade.
Humanitarismo secularizado: A ADRA opera como ONG secular proibida de evangelizar, dependente de fundos governamentais.
Falsa defesa da liberdade religiosa: Abandonar membros sob pressão secular, subordinar liberdade de consciência ao "bem comum" definido pela ONU.
A lição histórica é clara: Movimentos religiosos construídos sobre profecias falhadas e revelações extrabíblicas eventualmente implodem sob o peso de suas próprias contradições.
O adventismo pode escolher dois caminhos:
1. Arrependimento radical (improvável): Romper com ONU, renunciar ao status 501(c)(3), abandonar Ellen White como autoridade profética, reformar teologia para conformidade bíblica.
2. Fragmentação progressiva (provável): Continuação do status quo levará à divisão em múltiplas denominações "adventistas" — a organização institucional comprometida; os dissidentes separatistas extremistas; e remanescentes locais tentando manter fidelidade em meio ao caos.
A história do cristianismo demonstra que organizações religiosas raramente escolhem o primeiro caminho. O orgulho institucional, a dependência financeira, e o poder centralizado tornam o arrependimento radical virtualmente impossível.
A ironia final: Uma igreja que se apresenta como o "remanescente fiel" dos últimos dias tornou-se ela própria aquilo que condena — uma organização religiosa comprometida com o mundo, dependente de benefícios seculares, e incapaz de viver segundo os princípios que proclama.
Ellen White profetizou sua própria organização:
"Estamos em perigo de nos tornarmos uma irmã da Babilônia caída."
Esta profecia, ao contrário de suas predições sobre a Segunda Vinda, cumpriu-se perfeitamente e essa é a boa notícia.
Artículos Relacionados
Ver todos
Três Mensagens, Uma Cidade, Zero Evangelho: O Dia que o Adventismo Esqueceu Jesus

Pastor Adventista de Ohio Indiciado por Sequestro e Agressão Sexual

Escândalo de Benefícios Excessivos na Kettering Health: Uma Análise para a Igreja Adventista Brasileira

Como as Conspirações de Walter Veith Criam Caos na Igreja Adventista
Referencias Bibliográficas
(1996). Declaração sobre controle do tabaco. Assembleia Mundial da Saúde.
(1998). Declaração sobre o 50º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. ONU.
(2015). Declaração sobre imunização. Conferência Geral.
(2024). Receitas totais de $120,6 milhões.
(1985). Adventist Review de 27 de junho de 1985. revista Adventist Review.
(1995). Declaração sobre “Tolerância”. ONU.
(1996). Resolução 1996/31. ECOSOC.
Carta das Nações Unidas.
Declaração Universal dos Direitos Humanos. ONU.
2 Coríntios 6:14-15. Bíblia.
Review and Herald, Vol. 4.
Manuscript Releases No. 449.
WHITE, Ellen Estamos em perigo de nos tornarmos uma irmã da Babilônia caída..
WHITE, Ellen Spirit of Prophecy, vol. 4.
WHITE, Ellen The Great Controversy.
2 Coríntios 6:17. Bíblia.
WHITE, Ellen O Grande Conflito.
WHITE, Ellen Grande Conflito.
Apocalipse 13:1-10. Bíblia.
WHITE, Ellen organização formal da igreja como proteção contra o fanatismo individual.
WHITE, Ellen sistema de governo eclesiástico "congregacionalista" que Ellen White explicitamente rejeitou por sua "confusão intrínseca e sérias fraquezas administrativas".
KRUGER, Michael (2022). "Centenas de milhões de dólares que a ADRA recebe cada ano vêm de cofres governamentais e, inicialmente, fundos de contribuintes... Se você olhar para a ADRA Brasil hoje, por exemplo, a ADRA Brasil é financiada quase exclusivamente por estados dentro do Brasil.".
KRUGER, Michael "Devemos ter muito cuidado, especialmente com financiamento do governo dos EUA, que a ADRA não use esses fundos para proselitizar diretamente. Mantemos contato próximo com aqueles que distribuem USAID... Seu único requisito imediato é que não usemos esses fundos para proselitizar.".
"A ADRA não proselitiza. O amor de Deus nos programas da ADRA é expresso quando alcança aqueles em necessidade independentemente de raça, gênero, afiliação política ou religiosa.". website oficial da ADRA.
WHITE, Ellen "O evangelho não deve ser separado de nenhum outro ramo do trabalho.".
KRUGER, Michael "Isso não significa que a igreja não possa operar ou acompanhar áreas onde trazemos ajuda e reconstruímos comunidades.".
WHITE, Ellen Deus levantará homens que darão à povo a mensagem para este tempo..