
A Hipocrisia e Insanidade dos Plágio de Ellen White
Descubra evidências documentadas do plágio de Ellen White e questione a inspiração profética adventista sob análise crítica evangélica. Leia e reflita.
Introdução
Ellen Gould White (1827-1915), considerada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia como profetisa inspirada por Deus, alegou receber visões divinas que supostamente guiaram a formação doutrinal da denominação. No entanto, uma análise cuidadosa de seus escritos revela um padrão sistemático e extenso de plágio literário, incluindo a apropriação de especulações teológicas de outros autores, que ela apresentou como revelações diretas de Deus. Este artigo examina casos concretos e documentados de plágio, demonstrando a hipocrisia fundamental de alegar inspiração divina enquanto copiava massivamente de fontes humanas.
Caso 1: Plágio de John Ross Macduff - "The Words of Jesus" (1854)
Contexto
John Ross Macduff (1818-1895) foi um ministro presbiteriano escocês e prolífico autor de obras devocionais. Seu livro "The Words of Jesus" ("As Palavras de Jesus"), publicado em 1854, tornou-se amplamente popular no mundo de língua inglesa. Ellen White plagiou extensivamente desta obra, apresentando as palavras de Macduff como se fossem suas próprias revelações inspiradas.
Exemplo 1: O "Vitorioso Todo-Poderoso"
John Ross Macduff (1818-1895) - Original:
"O Vitorioso Todo-Poderoso, com Sua coroa à vista, volta-se para Seus soldados fracos e cansados, e os exorta a ter coragem. Eles não estão lutando contra inimigos inexperientes… O Mediador Deus-Homem 'conhece suas dores'... É alguma provação esmagadora, ou tristeza avassaladora? Ele é 'familiarizado com a dor'. Ele, a poderosa Videira, conhece as mais minuciosas fibras da tristeza..." (The Words of Jesus, pp. 52, 53, 1854).
Ellen White (1827-1915) - Plágio:
"Cristo, o Vitorioso Todo-Poderoso, estende a Seus soldados cansados uma coroa de glória imortal; e Sua voz vem das portas semiabertas: 'Eis que estou convosco. Não tenhais medo. Estou familiarizado com todas as vossas dores. Levei vossos sofrimentos. Não estais guerreando contra inimigos inexperientes.'" (The Great Controversy [O Grande Conflito], pp. 632, 633, 1911; Spirit of Prophecy vol. 4, p. 449, 1884).
Análise:
A semelhança é inegável e vai além da coincidência casual. Ellen White copiou:
A metáfora central: "Vitorioso Todo-Poderoso" (Almighty Victor)
A referência a "soldados cansados/fracos" (weary soldiers)
A menção de coroa/glória
A frase "inimigos inexperientes" (untried enemies)
A referência a conhecer dores/sofrimentos
Esta passagem aparece na Lição da Escola Sabatina de sexta-feira, 29 de agosto de 2025, demonstrando que a igreja adventista continua usando material plagiado em seu currículo oficial.
Exemplo 2: As Pegadas Consagradas
John Ross Macduff (1818-1895) - Original:
"O caminho para o céu está consagrado por Suas pegadas. Cada espinho que os fere, feriu-O antes. Cada cruz que podem carregar, Ele carregou antes." (The Words of Jesus, p. 53, 1854).
Ellen White (1827-1915) - Plágio:
"O caminho para o céu está consagrado por Suas pegadas. Cada espinho que fere nossos pés feriu os dEle. Cada cruz que somos chamados a carregar, Ele carregou antes de nós." (The Great Controversy, p. 633, 1911; Spirit of Prophecy vol. 4, p. 449, 1884).
Análise:
Esta é uma cópia quase palavra por palavra. Ellen White simplesmente mudou "os fere" para "fere nossos pés" e "podem carregar" para "somos chamados a carregar". O resto é idêntico. Esta passagem também foi citada na Lição da Escola Sabatina de 29 de agosto de 2025.
Exemplo 3: O Recuo da Natureza Santa
John Ross Macduff (1818-1895) - Original:
"Ele estava 'ainda sem pecado'; mas este recuo de Sua santa natureza do mal moral." (The Words of Jesus, p. 53, 1854).
Ellen White (1827-1915) - Plágio:
"Como o Sem Pecado, Sua natureza recuava do mal." (Testimonies for the Church [Testemunhos para a Igreja], vol. 2, p. 201, 1869).
Análise:
Novamente, Ellen White tomou o conceito e a linguagem específica de Macduff - "natureza... recuava do mal" - e o apresentou como revelação divina quinze anos antes da publicação original de Macduff estar amplamente disponível.
Caso 2: Plágio de Henry Melvill - "Sermons" (1844)
Contexto
Henry Melvill (1798-1871) foi um proeminente pregador anglicano e autor de sermões teológicos. Seus sermões, publicados em 1844, continham especulações teológicas sobre o pecado de Adão. Significativamente, o White Estate (arquivo oficial de Ellen White) possui a cópia pessoal de Ellen White de "Sermons" de Melvill, publicado em 1844, confirmando que ela teve acesso direto a esta fonte.
A Especulação sobre o Pecado de Adão
Henry Melvill (1798-1871) - Original:
"Muitos consideram o castigo da transgressão de Adão como uma pena muito severa para um pecado tão pequeno..." (Sermons by Henry Melvill, p. 418, 1844).
"...mas no momento em que a ação foi feita o teste da obediência, ela adquiriu uma importância que não poderia ser excluída... Se permitirmos que, até o instante da proibição, Adão pudesse ter colhido e comido o fruto sem fazer o menor erro, isso não interfere com o argumento de que no instante em que a proibição foi emitida, o que antes era indiferente tornou-se incalculavelmente criminoso" (Sermons by Henry Melvill, p. 417, 1844).
Ellen White (1827-1915) - Plágio:
"Muitos consideram o castigo da transgressão de Adão como uma pena muito severa para um pecado tão pequeno... Se Deus não tivesse proibido Adão e Eva de participar do fruto da árvore do conhecimento, sua ação ao tomá-lo não teria sido pecaminosa. Até o momento da proibição de Deus, Adão poderia ter comido do fruto daquela árvore sem perceber nenhum mal. Mas depois que Deus disse: Não comerás, o ato tornou-se um crime de grande magnitude" (Signs of the Times, 23 de janeiro de 1879, par. 14).
Análise:
Este é um dos exemplos mais perturbadores do plágio de Ellen White porque envolve pura especulação teológica apresentada como revelação divina:
Nenhuma Base Bíblica: A Bíblia nunca diz que Adão poderia ter comido da árvore proibida antes da proibição sem consequências. Esta é uma especulação filosófica de Melvill.
Apropriação de Especulação como Revelação: Ellen White copiou esta especulação humana e a apresentou como se fosse revelação divina recebida em visão.
Implicações Teológicas Problemáticas: A especulação sugere que o pecado é arbitrário - baseado apenas no mandamento de Deus, não na natureza intrínseca do ato. Isso contradiz outros ensinos bíblicos sobre a natureza do pecado.
Evidência Documental: O fato de que o White Estate possui a cópia pessoal de Ellen White do livro de Melvill de 1844 comprova que ela teve acesso direto à fonte.
Caso 3: A Mudança do Sábado na Gênesis - Especulação Apresentada como Fato
A Alegação de Ellen White
Ellen White (1827-1915):
"Os descendentes de Caim não tiveram o cuidado de respeitar o dia em que Deus descansou. Eles escolheram seu próprio tempo para trabalhar e para descansar, independentemente do mandamento especial de Jeová. Havia duas classes distintas sobre a terra. Uma classe estava em aberta rebelião contra a lei de Deus, enquanto a outra obedecia aos Seus mandamentos e reverenciava Seu Sábado." (Signs of the Times, 6 de fevereiro de 1879, par. 16; Spirit of Prophecy vol. 1, p. 60, 1870).
"O Sábado foi instituído no Éden e observado por nossos primeiros pais antes da queda. Por causa de Adão e Eva terem desobedecido ao mandamento de Deus e comido do fruto proibido, foram expulsos do Éden; mas observaram o Sábado após sua queda." (Signs of the Times, 6 de fevereiro de 1879, par. 15).
Análise da Insanidade Teológica
Zero Base Bíblica: A Bíblia não menciona nada sobre Caim ou seus descendentes mudando o dia de descanso. Esta é pura invenção especulativa.
Anacronismo Histórico: A observância formal do sábado foi instituída na época de Moisés (Êxodo 16, 20), não na época de Adão ou Caim.
Lógica Absurda: Se os descendentes de Caim mudaram o sábado para outro dia, qual dia escolheram? Ellen White não diz. Como poderiam "escolher seu próprio tempo" enquanto ainda mantinham um padrão de "outro dia"? Isso é contraditório.
Projeção Doutrinária: Ellen White está claramente projetando a controvérsia do sábado do século XIX de volta ao Gênesis para dar autoridade antiga à doutrina adventista. Isso é eisegese (ler significado no texto), não exegese (extrair significado do texto).
Contradição com a Própria Bíblia: Gênesis 4 não menciona nada sobre observância ou violação do sábado por Caim ou seus descendentes.
O Reconhecimento da Igreja da Extensão do Plágio
Admissões Oficiais
Apesar das décadas de negação, a própria liderança adventista foi forçada a reconhecer a extensão alarmante do plágio de Ellen White:
Presidente da Conferência Geral Neal C. Wilson (1980):
Admitiu que "o grau de material emprestado e dependência literária é de proporções alarmantes"
Reconheceu que se os membros da igreja descobrissem isso sem preparação adequada, "poderia se provar desastroso"
Comitê Ad Hoc (Janeiro de 1980):
Comitê especial nomeado para estudar as descobertas de Walter Rea
Reconheceu que Ellen White usou fontes "mais extensivamente do que anteriormente reconhecido"
Estudo de Fred Veltman:
Estudo de 8 anos sobre "O Desejado de Todas as Nações"
Descobriu que 30-40% da pequena amostra estudada era plagiada
Pesquisas posteriores sugeriram que alguns capítulos tinham dependência de 80-90% de fontes externas
Walter Rea:
Pastor adventista que descobriu o extenso plágio
Foi demitido da igreja em 13 de novembro de 1981 por revelar suas descobertas
Publicou "The White Lie" (A Mentira Branca) em 1982
Nunca retratou suas descobertas e mantém sua posição até hoje
Defesas Absurdas da Igreja
A igreja tentou várias defesas insustentáveis:
"Memória Fotográfica Inconsciente":
Alegação de que Ellen White tinha memória fotográfica e copiava inconscientemente
Robert Olson (secretário do White Estate): "Olson também disse que dá credibilidade a uma teoria... de que White tinha memória fotográfica e inconscientemente usava as frases e escolhas de palavras de outros escritores"
Esta defesa é absurda porque: (a) não explica a seleção e edição sistemática de material; (b) não explica a omissão consistente de créditos; (c) sugere que Deus daria "visões" que eram na verdade memórias inconscientes
"Padrões de Direitos Autorais do Século XIX":
Vincent L. Ramik (advogado católico contratado pela igreja) argumentou que Ellen White não era diferente de seus contemporâneos
Isso não aborda a questão central: ela alegou inspiração divina, não autoria humana comum
"Ela era a mestra, não a escrava de suas fontes":
Herbert E. Douglass argumentou que ela usava fontes "para amplificar ou declarar mais fortemente seus próprios temas transcendentes"
Isso ignora que ela alegou receber esses temas de Deus, não de livros
A Hipocrisia Fundamental
Alegação vs. Realidade
O que Ellen White alegou:
Receber visões diretas de Deus
Ser guiada pelo Espírito Santo
Produzir "testemunho de Deus"
Escrever sob inspiração divina
A realidade documentada:
Copiou massivamente de autores humanos (30-90% dependendo da obra)
Usou especulações teológicas de outros como se fossem revelações
Raramente ou nunca creditou suas fontes
Editou e compilou de múltiplos autores
A Escala da Decepção
Volume: Mais de 100.000 páginas de material escrito
Extensão: Plágio documentado em praticamente todas as suas obras principais
Método: Paráfrase sistemática, compilação e cópia direta
Duração: Durante toda sua carreira de escrita (décadas)
Ocultação: Deliberadamente ocultou suas fontes e alegou inspiração divina
Casos Específicos de Insanidade
1. Transformar Especulação em "Assim Diz o Senhor"
A apropriação da especulação de Melvill sobre Adão exemplifica a insanidade fundamental:
Melvill ofereceu uma especulação filosófica: "E se Adão pudesse ter comido antes da proibição?"
Ellen White apresentou isso como fato revelado por Deus: "Até o momento da proibição de Deus, Adão poderia ter comido..."
Ela transformou um exercício de pensamento hipotético em afirmação dogmática
2. Inventar História Bíblica
A alegação sobre Caim e o sábado demonstra fabricação completa:
Nenhum texto bíblico menciona Caim ou seus descendentes mudando o sábado
Nenhuma tradição judaica antiga apoia esta ideia
Nenhum estudioso bíblico antes de Ellen White fez esta afirmação
Ela simplesmente inventou para apoiar a teologia adventista do sábado
3. Copiar Quase Palavra por Palavra e Chamar de "Visão"
As passagens de Macduff mostram que Ellen White:
Copiou metáforas ("Vitorioso Todo-Poderoso", "soldados cansados")
Copiou frases inteiras ("consagrado por Suas pegadas")
Copiou conceitos teológicos ("natureza recuava do mal")
Apresentou tudo como se tivesse visto em visão sobrenatural
Implicações Teológicas
Para a Doutrina da Inspiração
Se Ellen White estava copiando de fontes humanas:
Suas "visões" não eram de Deus, mas de livros
Sua alegação de inspiração profética é falsa
A autoridade doutrinária adventista é fundamentalmente comprometida
A própria existência da igreja como "remanescente" é questionada
Para a Credibilidade da Igreja
A igreja adventista enfrenta uma crise de credibilidade:
Sabia do plágio por mais de 100 anos (confirmado por cartas internas)
Ocultou deliberadamente dos membros
Demitiu aqueles que revelaram a verdade (Walter Rea)
Continua publicando o material plagiado como "inspirado"
Para os Membros Individuais
Membros adventistas devem confrontar:
Foram enganados sobre a natureza dos escritos de Ellen White
Decisões de vida baseadas em "testemunhos" que eram plágio
Doutrinas distintivas (sábado, santuário, investigação de julgamento) baseadas em profeta fraudulenta
A confiança traída pela liderança da igreja
Conclusão: A Loucura da Hipocrisia
A hipocrisia de Ellen White atinge níveis de insanidade quando consideramos:
Escala Sem Precedentes: Mais de meio século de fraude literária contínua
Audácia Descarada: Copiar extensivamente enquanto alegava inspiração divina exclusiva
Especulação como Revelação: Transformar exercícios teológicos humanos em "Assim Diz o Senhor"
Invenção Histórica: Fabricar eventos bíblicos inteiros para apoiar doutrinas
Ocultação Sistemática: Nunca creditar fontes enquanto alegava originalidade divina
Cumplicidade Institucional: A igreja sabendo e ocultando por mais de um século
Exploração Espiritual: Usar alegação de autoridade divina para controlar vidas de milhões
A evidência é esmagadora e indiscutível: Ellen White não era profetisa de Deus, mas plagiadora em escala industrial que fraudulentamente alegou inspiração divina para material copiado de fontes humanas. A hipocrisia de apresentar especulações de outros como revelações de Deus, enquanto condenava outros por não seguir suas "visões", revela não apenas desonestidade literária, mas uma fraude religiosa de proporções monumentais.
A pergunta que cada adventista deve fazer não é "O plágio aconteceu?" - isso está provado além de qualquer dúvida razoável. A pergunta é: "O que vou fazer com esta verdade?"
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Ellen G. White Estate.Link
Ellen G. White Writings.Link
Bible.ca - Documentação de plágio.
Life Assurance Ministries - Artigos de Walter Rea.
Spectrum Magazine - Entrevistas e análises.