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    As Noites de Atkinson: O Escândalo Fanático que o Adventismo Tentou Enterrar por 175 Anos
    Ellen White

    As Noites de Atkinson: O Escândalo Fanático que o Adventismo Tentou Enterrar por 175 Anos

    Descubra como o escândalo das Noites de Atkinson expõe problemas doutrinários no adventismo. Uma análise crítica reveladora. Saiba mais lendo o artigo.

    December 31, 202516 min min readBy Rodrigo Custódio

    A História que Ellen White Não Queria que Você Conhecesse

    Na noite gelada de 15 de fevereiro de 1845, na pequena cidade de Atkinson, Maine, ocorreu um dos episódios mais sombrios e reveladores da história adventista — um evento tão perturbador que a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem tentado, por 175 anos, minimizar, distorcer e enterrar. O julgamento de Israel Dammon, registrado no jornal Piscataquis Farmer de 7 de março de 1845, oferece uma janela rara e não filtrada para o verdadeiro caráter dos primeiros líderes adventistas, incluindo uma jovem de 17 anos chamada Ellen Harmon — que se tornaria a "profetisa" Ellen G. White, figura mais reverenciada do adventismo.

    Este artigo apresentará, pela primeira vez em português de forma completa, os relatos originais do julgamento baseados em testemunhos sob juramento de testemunhas oculares, comparando-os com as versões sanitizadas que Ellen White publicaria 15 anos depois. O contraste é devastador. Não se trata de "interpretações diferentes" ou "mal-entendidos históricos". Trata-se de mentiras documentadas, fanatismo sexual e religioso, e manipulação psicológica que revelam o verdadeiro fundamento do movimento adventista.

    I. O Contexto: Quatro Meses Após o "Grande Desapontamento"

    Para compreender as noites de Atkinson, é essencial entender o caos espiritual e psicológico que dominava os ex-seguidores de William Miller em fevereiro de 1845. Apenas quatro meses antes, em 22 de outubro de 1844, milhares de milleritas haviam vendido propriedades, abandonado empregos e se reunido em montes e igrejas esperando a volta visível de Cristo. Quando o sol nasceu em 23 de outubro sem apocalipse, o resultado foi devastador:​

    "O Grande Desapontamento deixou os milleritas em confusão psicológica e espiritual profunda. Muitos abandonaram a fé completamente. Mas um grupo significativo, incapaz de aceitar que Deus não havia cumprido Sua 'promessa', começou a desenvolver explicações teológicas alternativas e a experimentar manifestações emocionais e físicas extremas."​

    Um desses grupos radicais, liderado por ex-líderes milleritas como Israel Dammon, Simeon Hall e James White, desenvolveu a doutrina da "Porta da Graça Fechada": a crença de que a salvação havia terminado em 22 de outubro de 1844, e que todos que não haviam aceitado a mensagem millerita antes daquela data estavam irrevogavelmente perdidos. Esta crença produziu urgência apocalíptica extrema e comportamentos cada vez mais fanáticos.​

    Israel Dammon, um ex-capitão do mar de Exeter, Maine, que havia se tornado pregador batista do livre-arbítrio, estava no centro deste movimento. Em janeiro e fevereiro de 1845, Dammon viajava pelo interior do Maine realizando reuniões noturnas caracterizadas por gritos, visões, batismos à meia-noite e manifestações físicas bizarras. Foi em uma dessas reuniões — na casa de James Ayer Jr. em Atkinson — que o evento explosivo ocorreu.​​

    II. A Noite de 15 de Fevereiro de 1845: O Que Realmente Aconteceu

    Aproximadamente 50-60 pessoas compareceram à reunião na casa de Ayer naquela noite de sábado. Entre os presentes estavam Israel Dammon (líder), Ellen Harmon (17 anos, de Portland), James White (futuro marido de Ellen), Dorinda Baker (23 anos, outra "visionária"), Simeon Hall e um homem identificado como "Elder Wood".​​

    O que ocorreu naquela noite foi tão perturbador que cidadãos locais chamaram as autoridades. O xerife Joseph Moulton e seus deputados chegaram, tentaram prender Dammon, enfrentaram resistência física violenta, e finalmente conseguiram removê-lo após buscar reforços múltiplos. Dammon foi acusado formalmente de ser "vagabundo e vadio" (vagabond and idle person), perturbador da paz, e de não prover sustento para sua família.​​

    O julgamento, ocorrido em 17-18 de fevereiro de 1845 perante os juízes Moses Swett e Seth Lee, incluiu testemunhos detalhados sob juramento de múltiplas testemunhas oculares. Estes testemunhos — não relatos de "inimigos" ou "perseguidores", mas de cidadãos locais comuns sob juramento legal — pintam um quadro chocante:​

    Ellen Harmon: A "Imitação de Cristo"

    O testemunho mais perturbador envolve Ellen Harmon, a jovem que se tornaria Ellen White. Múltiplas testemunhas independentes, sob juramento, descreveram seu papel central:

    Loton Lambert (testemunha da acusação) testemunhou sob juramento:

    "A mulher que estava no chão relatando visões era chamada pelo Sr. Dammon e por outros de Imitação de Cristo. Dammon disse que todas as outras denominações eram perversas — elas eram mentirosas, cafetinas, assassinas etc. [...] Aquela que eles chamavam de Imitação de Cristo disse à Sra. Woodbury e outros que precisavam abandonar todos os seus amigos ou iriam para o inferno. [...] Havia uma garota que eles disseram que precisava ser batizada naquela noite, ou então iria para o inferno; ela chorava muito e queria ver sua mãe antes; eles lhe disseram que ela precisava deixar sua mãe ou iria para o inferno — uma voz disse, deixe-a ir para o inferno. [...] A Imitação de Cristo ficou deitada no chão enquanto eles desciam ao rio para se batizar, e ela continuou no chão até eu ir embora, o que foi entre meia noite e 1h da manhã."​

    Dr. William C. Crosby (testemunha da acusação) confirmou:

    "Havia uma mulher no chão que deitava de costas com um travesseiro sob a cabeça; ela ocasionalmente se levantava e contava uma visão que ela dizia ter sido revelada a ela. Eles, às vezes, falavam todos de uma vez, gritando por cima uns dos outros."​

    Isley Osborn (testemunha da defesa) inadvertidamente confirmou a identificação:

    "Contrainterrogatório: Ela disse a eles que seus casos tinham sido revelados a ela pelo Senhor, e que se eles não fossem batizados naquela noite, iriam para o inferno. Nós acreditamos nela, e o irmão Dammon e eu os aconselhamos a serem batizados. [...] Eles disseram que se o Todo-Poderoso tivesse algo a dizer, ele o revelava a ela, e ela atuava como mediadora."​

    Jacob Mason (testemunha da defesa) confirmou o título:

    "Não me lembro de ver o irmão Gallison obrigando sua filha a se batizar. Eu vi o Sr. White depois que a irmã Baker entrou no quarto, perto da irmã Harmon em transe — ele segurou a cabeça dela durante algum tempo. Ela estava em visão, por algum tempo insensível."​

    A evidência é inequívoca: Ellen Harmon era a figura central das reuniões fanáticas, não uma combatente de fanatismo. Ela ficava deitada no chão em "transe" por horas, era chamada de "Imitação de Cristo" (o que significa que outros a tratavam como mediadora divina), e ordenava batismos imediatos sob ameaça explícita de condenação eterna.

    Comportamentos Sexualmente Inapropriados e Fisicamente Bizarros

    Os testemunhos também revelaram comportamentos que chocaram até os padrões do século XIX:

    Beijos Promíscuos Entre Homens e Mulheres Não Casados:

    Leonard Downes testemunhou: "Eu vi Dammon beijar as esposas de outras pessoas."​

    J. W. E. Harvey testemunhou: "Eu vi o prisioneiro no chão com uma mulher entre suas pernas." Em outro testemunho: "Uma vez eu vi o Sr. Hall sem suas botas, e as mulheres iam e beijavam seus pés."​

    Jeremiah B. Green testemunhou: "Eu vi Dammon beijar a Sra. Osborn."​

    Embora testemunhas da defesa tentassem justificar estes beijos como "beijo santo" (holy kiss) baseado em passagens do Novo Testamento, o padrão de homens beijando esposas de outros homens, mulheres beijando pés de líderes masculinos, e intimidade física inapropriada indica algo muito além de saudação religiosa casta.

    Engatinhar no Chão e Manifestações Físicas Bizarras:

    George S. Woodbury (testemunha da defesa, membro do grupo) admitiu: "Minha esposa e Dammon atravessaram a casa engatinhando no chão."​

    John H. Doore testemunhou: "Eu vi homens e mulheres engatinhando no chão, com suas mãos e joelhos."​

    A justificativa oficial era que estavam tentando "se tornar como crianças" conforme Mateus 18:3. Mas combinado com os outros comportamentos, o quadro é de rituais de degradação e submissão psicológica.​

    Quartos Fechados e Comportamentos Suspeitos:

    Múltiplas testemunhas relataram que homens e mulheres entravam em quartos, fechavam portas, apagavam luzes. O caso mais específico envolveu Dorinda Baker (a outra "visionária") e um homem não identificado:​

    Loton Lambert testemunhou: "A Srta. Baker e um homem foram para o quarto — logo depois ouvi uma voz no quarto gritar "Ó!", a porta se abriu — eu olhei lá dentro — ela estava na cama e ele a estava segurando; eles saíram da cama se abraçando, ela pulava e colocava suas pernas entre as pernas dele."​

    Testemunhas da defesa negaram que James White estivesse envolvido, alegando que era "Elder Wood" que entrou no quarto. Mas a confusão sobre quem era quem, combinada com descrições de roupas conflitantes, sugerem esforço coordenado para proteger James White de acusações comprometedoras.​

    III. O Encobrimento: Como Ellen White Reescreveu a História

    Ellen White não mencionou publicamente o incidente de Atkinson por 15 anos. Somente em 1860, em Spiritual Gifts vol. 2 (páginas 40-42), ela finalmente ofereceu sua versão — uma versão que contradiz frontalmente o registro judicial de 1845:

    Versão de Ellen White (1860):​​

    "De Exeter nós fomos a Atkinson. Certa noite me foi mostrado algo que não entendia. Foi com este fim, que deveríamos ter nossa fé testada. No dia seguinte, enquanto eu falava, dois homens olharam pela janela. [...] Eles entraram e correram por mim até o Sr. Dammon. O Espírito do Senhor repousou sobre ele, e sua força foi retirada, e ele caiu desamparado no chão. [...] Dois [homens] seguraram seus braços, e dois seus pés, e tentaram arrastá-lo para fora. Eles só o moviam alguns centímetros, e então corriam para fora da casa. O poder de Deus estava naquela casa [...] O Sr. D. [Dammon] foi mantido pelo poder de Deus por cerca de quarenta minutos, e nem toda a força daqueles homens podia movê-lo do chão."​

    Compare isto com o testemunho do Xerife Joseph Moulton (sob juramento, 1845):

    "Quando eu fui prender o prisioneiro, eles fecharam a porta na minha cara. Vendo que eu não poderia chegar a ele de outra maneira, eu arrombei a porta. Eu fui ao prisioneiro, o segurei pela mão e lhe disse por que estava ali. Várias mulheres saltaram até ele — ele se segurava nelas, e elas, nele. Tamanha foi a resistência que eu, mesmo com três assistentes, não fui capaz de tirá-lo dali. [...] Mais tarde [...] nós os sobrepujamos e conseguimos levá-lo sob custódia. Nós encontramos resistência tanto por homens quanto por mulheres."​

    As Contradições Devastadoras:

    1. Ellen afirma que estava "falando" quando o xerife chegou → Testemunhas afirmam que ela estava deitada no chão em transe, tendo ficado lá por horas

    2. Ellen afirma que "o poder de Deus" impediu remoção de Dammon por 40 minutosO xerife afirma que RESISTÊNCIA FÍSICA de homens e mulheres (incluindo mulheres agarradas a Dammon) impediu remoção, até que reforços chegaram e OS SOBREPUJARAM

    3. Ellen nunca menciona ser chamada de "Imitação de Cristo"Múltiplas testemunhas confirmam que Dammon e outros a chamavam assim

    4. Ellen nunca menciona ordenar batismos sob ameaça de infernoTestemunhas sob juramento confirmam que ela fazia exatamente isso

    5. Ellen afirma que estava lá para "combater fanatismo"Nenhuma testemunha (acusação ou defesa) menciona Ellen combatendo coisa alguma; ela ERA a líder do fanatismo

    IV. O Silêncio Cúmplice: Por Que o Adventismo Esconde Atkinson

    O Ellen G. White Estate — órgão oficial responsável por preservar e defender o legado de Ellen White — reconhece a existência do julgamento de Dammon em seu site. Mas sua estratégia de encobrimento é sutil e desonesta:​

    Estratégia 1: Minimizar a Participação de Ellen

    O White Estate escreve:

    "Nenhuma das testemunhas no registro do julgamento de Israel Dammon alega qualquer atividade fanática da jovem Ellen Harmon de 17 anos."​

    Esta afirmação é tecnicamente verdadeira mas fundamentalmente enganosa. É verdade que as testemunhas não usaram a palavra "fanática" para descrever Ellen. Mas elas a descreveram deitada no chão em transe por horas, sendo chamada de "Imitação de Cristo", ordenando batismos sob ameaça de inferno, e atuando como "mediadora" entre Deus e humanos. Se isto não é fanatismo, o que é?​

    Estratégia 2: Reinterpretar "Combate ao Fanatismo"

    O White Estate argumenta:

    "Quando o Senhor instruiu Ellen Harmon a relatar sua primeira visão [...] Ele não excluiu os fanáticos de seu ministério. Ellen White refere-se a numerosas ocasiões quando ela foi dirigida a dar seu testemunho àqueles equivocadamente envolvidos com ideias e práticas fanáticas."​

    Este argumento inverte completamente a evidência. Ellen não estava "testemunhando contra" fanatismo em Atkinson — ela estava LIDERANDO o fanatismo. O próprio conceito de que Deus revelava "casos" de pessoas através dela enquanto ela ficava deitada no chão chamada de "Imitação de Cristo" É o fanatismo.

    Estratégia 3: Atacar a Credibilidade das Testemunhas

    Apologistas adventistas modernos argumentam que as testemunhas da acusação eram "hostis" ou "mal-intencionadas". Mas este argumento ignora três fatos devastadores:​

    1. Testemunhas da DEFESA confirmaram os mesmos comportamentos básicos (Ellen deitada no chão em transe, visões, ordenação de batismos imediatos, beijos, engatinhar)​

    2. As testemunhas estavam sob juramento legal. Mentir sob juramento era crime grave punível com prisão

    3. Ellen White NUNCA processou o jornal por difamação ou exigiu retratação. Se os relatos fossem mentiras maliciosas, por que ela não defendeu legalmente sua reputação?

    V. O Veredicto de Israel Dammon: O Homem Que Viu a Verdade

    Israel Dammon foi condenado a 10 dias na Casa de Correção e apelou da sentença. Mas a parte mais significativa da história de Dammon não é sua condenação — é sua rejeição posterior de Ellen White como profetisa.​​

    Documentos históricos confirmam que após 1846, Israel Dammon não mais reconhecia Ellen White como profetisa. Miles Grant, um crítico adventista do século XIX, obteve correspondência de Dammon afirmando que ele havia rejeitado a validade das visões de White.​

    Por quê? Porque Israel Dammon estava lá. Ele testemunhou pessoalmente as "visões" de Ellen. Ele a viu deitada no chão por horas. Ele ouviu suas ameaças de inferno. Ele estava no centro do fanatismo. E quando finalmente ganhou perspectiva, ele reconheceu que não era Deus falando através dela — era manipulação psicológica, mesmerismo, ou pior.

    O adventismo oficial tenta desacreditar Dammon pintando-o como "fanático" que "se desviou". Mas a evidência sugere interpretação oposta: Dammon foi honesto o suficiente para admitir que estava errado, e corajoso o suficiente para rejeitar Ellen White quando percebeu que suas "visões" não eram divinas.​​

    VI. Mesmerismo e Manipulação: A Explicação Científica

    Um estudo acadêmico publicado por Andrews University em 1983-1984 intitulado "The Psychological World of Ellen White" oferece explicação devastadora para as manifestações de Ellen:

    "As manifestações eram tão similares [ao mesmerismo e espiritualismo] que mesmo iniciados não conseguiam diferenciar os dois movimentos. [...] Durante sua ministração precoce, ela frequentemente encontrava alegações de que suas visões eram simplesmente transes mesméricos. De fato, os fenômenos eram tão similares que até ela própria às vezes se perguntava se estava sendo mesmerizada."​

    O artigo documenta que o movimento millerita estava "sete pés de profundidade em mesmerismo" (seven feet deep in mesmerism). As manifestações físicas de Ellen — perda de respiração, rigidez corporal, força sobre-humana, transes prolongados — eram indistinguíveis das manifestações de médiuns espíritas e pessoas mesmerizadas.​

    Crucialmente, Ellen White nunca conseguiu definitivamente refutar as acusações de mesmerismo. Sua "prova" de que não era mesmerizada era que ela podia ter visões sozinha, longe de outras pessoas. Mas isto não prova origem divina — apenas prova que ela podia induzir estados alterados de consciência sem assistência externa, o que é comum em epilepsia, catalepsia ou treinamento autohipnótico.​

    VII. O Padrão de Encobrimento: Atkinson Não Foi Caso Isolado

    Atkinson não foi incidente isolado. Ellen White teve envolvimento documentado com múltiplos grupos fanáticos em 1845-1846:

    • Orrington, Maine: Reuniões com comportamentos similares, Ellen possivelmente fugiu antes de ser presa​

    • Portland, Maine: Possível prisão junto com Joseph Turner em abril de 1845​

    • Claremont, New Hampshire: Encontro com fanáticos​

    • Springfield, New Hampshire: Visão "contra fanatismo" (alegadamente)​

    Em cada caso, Ellen White mais tarde reescreveu a história alegando que estava "combatendo fanatismo" — mas evidência contemporânea sugere que ela era participante ativa até que o fanatismo se tornasse socialmente insustentável, então mudou de narrativa.

    O padrão é consistente ao longo de sua vida: quando confrontada com evidência embaraçosa, Ellen White mentia, reescrevia, ou silenciava. Exemplos:

    1. "Porta da Graça Fechada" (1845-1851): Ellen ensinou que salvação terminou em 1844, depois negou ter ensinado isso

    2. Plágio Massivo: Walter Rea documentou que Ellen copiou extensivamente de outros autores sem atribuição, igreja demitiu Rea ao invés de admitir problema​

    3. Profecias Falhadas: Ellen profetizou estar viva na volta de Cristo, morreu em 1915

    VIII. O Que Isto Revela Sobre o Caráter Adventista

    A saga de Israel Dammon e Ellen White não é simplesmente "história antiga irrelevante". Ela revela verdades fundamentais sobre o caráter institucional do adventismo:

    1. O Adventismo é Fundado em Mentiras Documentadas

    Ellen White mentiu sobre Atkinson. Ela omitiu detalhes cruciais por 15 anos, então publicou versão que contradiz registro judicial contemporâneo sob juramento. Se a "profetisa" fundadora mente sobre eventos testemunhados por dezenas sob juramento, como confiar em QUALQUER de suas "revelações"?

    2. O Adventismo Valoriza Controle Narrativo Acima de Verdade

    O Ellen White Estate até hoje minimiza, distorce e racionaliza Atkinson ao invés de admitir honestamente o que ocorreu. Esta é característica sectária clássica: proteger a instituição e o líder a qualquer custo, incluindo desonestidade intelectual.

    3. O Adventismo Rejeita Aqueles Que Dizem a Verdade

    Israel Dammon, Walter Rea, Desmond Ford — todos foram rejeitados, difamados e expulsos não por imoralidade ou erro doutrinário, mas por questionar a narrativa oficial. Dammon testemunhou pessoalmente as "visões" de Ellen e as rejeitou. O adventismo o chama de "fanático". Mas quem realmente era o fanático — o homem que honestamente rejeitou o que viu, ou a organização que construiu império teológico sobre aquelas "visões"?

    4. O Adventismo Ensina Jovens a Serem Enganadores

    Jovens adventistas crescem ouvindo Ellen White descrita como "humilde serva de Deus" que "combateu fanatismo". Nunca lhes dizem sobre Atkinson, sobre "Imitação de Cristo", sobre ameaças de inferno, sobre beijos promíscuos, sobre engatinhar no chão. Esta omissão deliberada é engano por omissão — e ensina uma geração inteira que esconder verdade inconveniente é aceitável quando "protege a fé".

    Conclusão: A Verdade Liberta, Mas a Mentira Escraviza

    Cristo declarou: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). O adventismo, por 175 anos, tem escondido sistematicamente a verdade sobre Ellen White e suas origens fanáticas. As noites de Atkinson — documentadas em tribunal, testemunhadas sob juramento, publicadas em jornal contemporâneo — oferecem janela não filtrada para o verdadeiro fundamento do movimento adventista.

    Ellen Harmon era uma jovem de 17 anos envolvida em fanatismo religioso extremo, caracterizado por manifestações físicas bizarras indistinguíveis de mesmerismo e espiritualismo, ameaças psicológicas de condenação eterna, e comportamentos sexualmente inapropriados. Ela não estava "combatendo fanatismo" — ela era a estrela do fanatismo.

    Quando confrontada com esta verdade 15 anos depois, ela mentiu. E o adventismo institucional, por 160 anos desde então, tem perpetuado a mentira.

    Para adventistas sinceros que amam a verdade acima da tradição: examine a evidência. Leia os testemunhos originais. Compare-os com o relato de Ellen White. Pergunte-se: uma "profetisa de Deus" mentiria sobre evento testemunhado por dezenas sob juramento?

    A resposta a esta pergunta determinará se você permanecerá escravizado a uma narrativa fabricada, ou se você abraçará a verdade libertadora — mesmo que ela destrua tudo o que você foi ensinado a crer sobre Ellen White e o adventismo.

    "Examinai tudo; retende o bem" (1 Tessalonicenses 5:21).

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