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     Refutando Michelson Borges e a Idolatria do Sábado
    Michelson Borges

    Refutando Michelson Borges e a Idolatria do Sábado

    Refutando Michelson Borges e a idolatria do sábado sob análise teológica reformada descubra argumentos bíblicos sólidos que desmascaram o sabatismo adventista

    December 28, 20255 min min readBy Rodrigo Custódio

    Michelson Borges, influenciador oficial da Igreja Adventista no Brasil, critica um material evangelístico em formato de anime que apresenta o sábado como uma "sombra" cumprida em Cristo. Em sua defesa, Borges reutiliza os argumentos clássicos do adventismo:

    • (1) O sábado vem da Criação (Gênesis 2), anterior ao pecado e à lei cerimonial;

    • (2) Colossenses 2:16 refere-se apenas a "sábados cerimoniais" anuais, não ao semanal;

    • (3) Jesus e Paulo guardaram o sábado como mandamento moral;

    • (4) Isaías 66 prova que o sábado será guardado na eternidade.

    Este artigo refuta ponto a ponto essas alegações. Demonstramos que o descanso de Gênesis foi de Deus, não um mandamento para Adão; que a exegese de Colossenses 2 abrange todo o sistema sabático; que Jesus cumpriu o sábado como seu Senhor; e que a insistência adventista em manter a sombra nega a realidade do descanso em Cristo.


    1. O Sábado na Criação: Prolepsis, não Prescrição

    O que ele disse:
    "O sábado dos 10 mandamentos... vem lá do Éden... Adão e Eva estavam ali com Deus e o próprio Deus descansa... Não tem nada a ver com sombra."

    Refutação Teológica:

    1. O Silêncio de Gênesis: Embora Gênesis 2:2-3 diga que Deus abençoou o sétimo dia, não há ordem registrada para que Adão e Eva guardassem o sábado. Deus descansou, mas não há mandamento de "descansarás" para o homem até Êxodo 16 (maná) e Êxodo 20 (Sinai).

    2. Prolepsis (Antecipação): Moisés, escrevendo Gênesis para os israelitas no deserto, menciona a santificação do sétimo dia como a fundação teológica para o mandamento que seria dado a Israel no Sinai (Êxodo 31:13 - "sinal entre mim e vós"). Se fosse um mandamento universal desde Adão, não seria um "sinal" exclusivo da aliança mosaica com Israel.

    3. O Argumento dos Patriarcas: Não há um único versículo na Bíblia que mostre Abraão, Isaque, Jacó ou José guardando o sábado. Borges assume isso por inferência ("guardavam os mandamentos"), mas a Bíblia silencia. Jó, que viveu na era patriarcal, oferece sacrifícios, mas nunca menciona o sábado.

    2. Colossenses 2:16 e a Tríade Sabática

    O que ele disse:
    "Colossenses 2 16 trata de ritos cerimoniais... sábados cerimoniais ligados às festas anuais... Se esse sabbata [plural] tivesse a intenção de identificar o sábado semanal, estaria acompanhado de artigo definido."

    Refutação Exegética:
    Essa distinção entre "sábado cerimonial" (anual) e "sábado moral" (semanal) em Colossenses é artificial e linguisticamente insustentável.

    1. A Fórmula do AT: Paulo usa uma fórmula clássica do Antigo Testamento: "festas [anuais], luas novas [mensais] e sábados [semanais]" (Cl 2:16). Essa sequência cronológica decrescente (ano-mês-semana) aparece repetidamente no AT (1 Crônicas 23:31, 2 Crônicas 2:4, 31:3; Neemias 10:33; Ezequiel 45:17, Oseias 2:11). Em todas essas ocorrências, "sábados" refere-se inequivocamente ao sábado semanal.

    2. O Plural Sabbata: O argumento de que o plural indica sábados cerimoniais é falso. O Novo Testamento usa frequentemente o plural sabbata para se referir ao sábado semanal (Mateus 12:1 - "Jesus passava pelas searas aos sábados").

    3. A Sombra e o Corpo: Paulo diz que tudo isso (incluindo o sábado semanal) é sombra (skia), mas o corpo (soma) é de Cristo. Insistir na guarda do dia é abraçar a sombra quando a realidade já chegou.

    3. Jesus, Paulo e o "Costume" vs. Mandamento

    O que ele disse:
    "Vemos Jesus guardando o sábado... os apóstolos também... Paulo guardando o sábado."

    Refutação Histórica:

    1. Jesus Sob a Lei: Jesus nasceu "sob a lei" (Gálatas 4:4) para cumprir toda a justiça. Ele guardou o sábado, a páscoa, a circuncisão e as leis de pureza. Se a guarda de Jesus obriga os cristãos, deveríamos também circuncidar e sacrificar cordeiros na Páscoa.

    2. O Ministério de Paulo: O livro de Atos diz que Paulo ia à sinagoga aos sábados para evangelizar judeus (Atos 17:2, 18:4), não para guardar um dia sagrado cristão. Quando ele estava com gentios, ele ensinava diariamente (Atos 19:9) ou no primeiro dia da semana (Atos 20:7). Paulo foi enfático: "Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias" (Romanos 14:5). Se o sábado fosse um mandamento moral obrigatório, Paulo jamais diria que considerá-lo "igual" é uma opção válida de consciência.

    4. Isaías 66 e a Eternidade: Lua Nova Também?

    O que ele disse:
    "Isaías termina seu livro dizendo que nós vamos guardar o sábado na eternidade." (Is 66:23).

    Refutação Hermenêutica:
    Este é um erro clássico de interpretação literalista de profecias do AT.

    • O Contexto de Isaías 66: O versículo 23 diz: "De uma lua nova a outra, e de um sábado a outro". Se os adventistas usam esse texto para provar a guarda do sábado na Nova Terra, eles são obrigados a guardar também a Lua Nova. Por que Michelson Borges não guarda a Lua Nova?

    • Linguagem Profética: Os profetas descreviam a era messiânica futura usando a linguagem litúrgica que conheciam (sábado, templo, sacrifícios). Zacarias 14 fala da celebração da Festa dos Tabernáculos no Reino, e Ezequiel 40-48 descreve sacrifícios de animais no templo futuro. O NT interpreta isso cristologicamente: o Templo é Cristo, o sacrifício é Cristo, e o Sábado é o descanso eterno em Cristo (Hebreus 4), não a volta aos dias literais do calendário judaico.

    Conclusão: O Evangelho da Realidade

    A teologia de Michelson Borges tenta desesperadamente manter o véu que foi rasgado. Ao chamar o sábado de "eterno" e "moral", ele transforma um sinal da Antiga Aliança (Ex 31:17) em um requisito da Nova, obscurecendo a suficiência de Cristo.
    O anime que ele critica está teologicamente correto: o sábado era a planta da casa; Cristo é a casa construída. Viver na planta (guardar o dia) quando a casa está pronta (descansar na graça) é rejeitar a obra consumada do Arquiteto. O cristão não guarda dias; ele vive no Descanso daquele que disse: "Vinde a mim... e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28).


    Referências Bibliográficas

    • Carson, D. A. Do Sabbath to Lord's Day. (A obra acadêmica definitiva sobre a transição do sábado).

    • Ratzlaff, D. Sabbath in Christ. (Ex-adventista refutando a teologia sabatista).

    • Bíblia Sagrada.

    • Lutero, M. Catecismo Maior. (Sobre o cumprimento do sábado em Cristo).

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    Bibliographic References

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    Gênesis 2. Bíblia.

    [2]

    Colossenses 2:16. Bíblia.

    [3]

    Isaías 66. Bíblia.

    [4]

    Gênesis 2:2-3. Bíblia.

    [5]

    Êxodo 16. Bíblia.

    [6]

    Êxodo 20. Bíblia.

    [7]

    Êxodo 31:13. Bíblia.

    [8]

    1 Crônicas 23:31. Bíblia.

    [9]

    2 Crônicas 2:4. Bíblia.

    [10]

    2 Crônicas 31:3. Bíblia.

    [11]

    Neemias 10:33. Bíblia.

    [12]

    Ezequiel 45:17. Bíblia.

    [13]

    Oseias 2:11. Bíblia.

    [14]

    Mateus 12:1. Bíblia.

    [15]

    Gálatas 4:4. Bíblia.

    [16]

    Atos 17:2. Bíblia.

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    Atos 18:4. Bíblia.

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    Atos 19:9. Bíblia.

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    Atos 20:7. Bíblia.

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    Romanos 14:5. Bíblia.

    [21]

    Isaías 66:23. Bíblia.

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    Zacarias 14. Bíblia.

    [23]

    Ezequiel 40-48. Bíblia.

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    Êxodo 31:17. Bíblia.

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    Bíblia Sagrada.

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    LUTERO, M. Catecismo Maior.

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