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    Sou Salvo Pela Graça, mas Alcanço o Céu Pelas Obras - A Dicotomia da "Graça" de Alejandro Bullón
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    Sou Salvo Pela Graça, mas Alcanço o Céu Pelas Obras - A Dicotomia da "Graça" de Alejandro Bullón

    Analise a dicotomia da graça segundo Alejandro Bullón e Ellen White na teologia adventista. Descubra as diferenças e o que a Bíblia realmente ensina.

    January 2, 202613 min min readBy Rodrigo Custódio

    A tensão teológica central no adventismo do sétimo dia entre a soteriologia da graça proclamada publicamente por líderes como o Pastor Alejandro Bullón e os ensinos explícitos de Ellen G. White que proíbem os crentes de afirmarem, sentirem ou pregarem que estão salvos. Mediante análise textual de fontes primárias adventistas e exegese bíblica, demonstra-se que Ellen White ensinou uma doutrina de insegurança salvífica que contradiz frontalmente a doutrina bíblica da justificação pela fé e da segurança eterna em Cristo. O estudo revela como o adventismo contemporâneo mantém uma dicotomia insustentável: proclamar graça publicamente enquanto preserva os escritos de Ellen White que negam a certeza da salvação.


    1. INTRODUÇÃO

    A soteriologia adventista contemporânea enfrenta uma contradição teológica fundamental: enquanto pregadores influentes como o Pastor Alejandro Bullón proclamam uma mensagem de salvação pela graça incondicional, os escritos normativos de Ellen G. White — considerada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD) como possuidora de "autoridade contínua" (Crença Fundamental nº 18) — explicitamente proíbem os crentes de afirmarem que estão salvos.​​

    Esta dicotomia não é meramente acadêmica, mas possui profundas implicações pastorais e psicológicas para milhões de adventistas globalmente. Como observa um analista crítico: "É preciso reconhecer, inicialmente, que muitos membros e mesmo alguns pastores adventistas alimentam ideias confusas sobre o plano da salvação e a relação entre fé e obras na vida cristã".​

    O presente artigo investiga essa tensão mediante análise rigorosa de fontes primárias adventistas, buscando responder: (1) O que Ellen White realmente ensinou sobre a certeza da salvação? (2) Como pregadores contemporâneos como Bullón tentam reconciliar essa herança teológica? (3) Qual é a posição bíblica sobre a segurança salvífica?


    2. O ENSINO DE ELLEN WHITE: PROIBIÇÃO EXPLÍCITA DA CERTEZA SALVÍFICA

    2.1. "Nunca Devem Dizer ou Sentir que Estão Salvos"

    Ellen White foi categórica em múltiplas ocasiões ao proibir os crentes de afirmarem ou mesmo sentirem que possuem salvação. Em Parábolas de Jesus, ela escreveu:​

    "Aqueles que aceitam o Salvador, conquanto sincera seja sua conversão, NUNCA DEVEM ser ensinados a dizer ou sentir que eles SÃO SALVOS. Isto é enganoso."

    Fonte: Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 155.

    A força linguística dessa proibição não pode ser minimizada. Ellen White não está meramente advertindo contra presunção — ela está categoricamente proibindo os crentes de "dizer ou sentir" que estão salvos. O uso do advérbio "nunca" e do verbo imperativo negativo ("nunca devem") estabelece uma proibição absoluta e sem exceções.​

    2.2. "Nenhuma Língua Santificada Pronunciará Essas Palavras"

    Ellen White foi ainda mais radical em artigo publicado na Review and Herald (17 de junho de 1890):​

    "Nunca devemos descansar em uma condição satisfeita e deixar de avançar, dizendo: 'EU ESTOU SALVO' (...). Nenhuma língua santificada será encontrada pronunciando essas palavras até que Cristo venha, e nós entremos pelas portas na Cidade de Deus. Então, com a maior propriedade, podemos dar glória a Deus e ao Cordeiro pela libertação eterna. Enquanto o homem estiver cheio de fraqueza, por si mesmo não pode salvar sua alma, ele nunca deve ousar dizer: 'EU ESTOU SALVO'."

    Fonte: Ellen G. White, The Review and Herald, 17 de junho de 1890.

    Análise linguística e teológica:

    1. "Nenhuma língua santificada" — Ellen White afirma que mesmo crentes genuinamente santificados não devem pronunciar as palavras "estou salvo"​

    2. "Até que Cristo venha" — A certeza salvífica é explicitamente adiada para além da segunda vinda de Cristo​

    3. "Nunca deve ousar dizer" — O ato de afirmar salvação presente é descrito como ousadia presunçosa​

    2.3. O Perigo Mortal da Afirmação Salvífica

    Ellen White não meramente desencorajou a certeza salvífica — ela a apresentou como espiritualmente perigosa e potencialmente mortal. Em Parábolas de Jesus, ela escreveu:​

    "Os que aceitam a Cristo e dizem em sua primeira confiança: 'Estou salvo!' estão em perigo de depositar confiança em si mesmos. Perdem de vista a sua fraqueza e necessidade constante do poder divino. Estão desapercebidos para as ciladas de Satanás, e quando tentados, muitos, como Pedro, caem nas profundezas do pecado."

    Fonte: Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 155.

    Implicações teológicas:

    • Afirmar salvação = confiar em si mesmo (não em Cristo)​

    • Certeza salvífica = vulnerabilidade às ciladas satânicas​

    • Resultado final = queda "nas profundezas do pecado"​


    3. A MENSAGEM DE ALEJANDRO BULLÓN: GRAÇA INCONDICIONAL E SALVAÇÃO IMEDIATA

    3.1. "Você Não Precisa Fazer Nada — Você É Salvo Pela Graça"

    Em contraste frontal com Ellen White, o Pastor Alejandro Bullón — um dos pregadores adventistas mais influentes globalmente — proclama uma mensagem de salvação gratuita e incondicional:​

    Entrevistador: "É, salvo pela graça, tudo bem. O que é exatamente graça? O senhor consegue me dar um exemplo fora desse âmbito religioso, pra eu entender exatamente como que eu sou salvo?"

    Pastor Bullón: "Salvo grátis! Você não paga nada, você não faz nada, você não merece nada. Você é salvo, porque alguém te quer salvar, sem você ter feito nada. Isso, ser salvo pela graça."

    Entrevistador: "Ou seja, não preciso pagar nada pela salvação?"

    Pastor Bullón: "Não precisa pagar nada, você não precisa guardar sábado, você não precisa, é, guardar a lei, você não precisa devolver dízimo, você não precisa ir à igreja, você não precisa fazer nada. Você é salvo pela graça."

    Fonte: Transcrição de entrevista com Pastor Jorge Cardoso, 2025.

    3.2. A Dicotomia: Causa versus Resultado da Salvação

    Bullón tenta manter uma distinção entre "causa" e "resultado" da salvação:​

    "Agora, uma vez salvo, vai ter que começar a viver como uma pessoa salva. E aí vai perguntar ao Senhor Jesus: 'Senhor, como que você quer eu viva?' Aí Jesus vai te falar através de sua palavra, aí você vai lavar o que tem que lavar, corrigir o que tem que corrigir... Por isso, volto a repetir, uma coisa é a causa da salvação e outra coisa é o resultado da salvação."

    Fonte: Transcrição de entrevista com Pastor Jorge Cardoso, 2025.

    Análise crítica: Embora Bullón proclame salvação gratuita, ele imediatamente introduz a categoria de "viver como uma pessoa salva" — criando uma potencial porta de retorno ao legalismo através da santificação obrigatória.

    3.3. Mensagens Evangelísticas: "Tudo Que Você Precisa... Está Salvo"

    Em sermões evangelísticos, Bullón enfatiza a simplicidade da salvação:​

    "Ser salvo é a coisa mais simples. Tudo que você precisa na vida para se salvar é primeiro reconhecer que você é um pecador. Segundo reconhecer que você não pode. Terceiro, reconhecer que Deus pode. Pronto, estende a mão, tá salvo."

    Fonte: "O Plano da Salvação", Pr. Alejandro Bullón, YouTube.

    Observação: Esse ensino contradiz diametralmente Ellen White, que proibiu explicitamente dizer "estou salvo".​


    4. A CONTRADIÇÃO INSUSTENTÁVEL: BULLÓN VERSUS ELLEN WHITE

    4.1. Tabela Comparativa

    Ellen G. White

    Alejandro Bullón

    "NUNCA devem dizer ou sentir que estão salvos"

    "Estende a mão, tá salvo"

    "Nenhuma língua santificada pronunciará essas palavras antes de Cristo voltar"

    "Você é salvo porque alguém te quer salvar"

    "Isto é enganoso" (afirmar salvação)​

    "Não precisa fazer nada. Você é salvo pela graça"

    "Estão em perigo de cair nas profundezas do pecado" (quem diz "estou salvo")​

    "Ser salvo é a coisa mais simples"

    4.2. Como o Adventismo Contemporâneo Responde?

    A IASD tenta resolver essa contradição mediante dois mecanismos:

    4.2.1. Recontextualização de Ellen White

    O Centro White (órgão oficial de pesquisas da IASD) argumenta:​

    "Ellen White de fato escreveu: 'Nunca se deve ensinar aos que aceitam o Salvador conquanto sincera sua conversão, a dizer ou a sentir que estão salvos'... Mas ela não estava negando a certeza da salvação — estava advertindo contra presunção."

    Fonte: "Podemos saber que estamos salvos", Centro White.

    Refutação: Esse argumento falha porque Ellen White não disse apenas "cuidado com presunção". Ela disse explícita e categoricamente: "NUNCA devem dizer ou sentir" e "nenhuma língua santificada pronunciará essas palavras antes de Cristo voltar".​

    4.2.2. Seleção Seletiva de Citações Positivas

    Defensores adventistas citam seletivamente outros textos de Ellen White que parecem mais favoráveis à certeza salvífica:​

    "Pode dizer o pecador, a perecer: 'Sou um pecador perdido; mas Cristo veio buscar e salvar o que se havia perdido... Nem um momento mais preciso ficar sem me salvar. Ele me salvará agora. Aceito o perdão que prometeu.'"

    Fonte: Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 392.

    Problema hermenêutico: Ellen White contradiz a si mesma em diferentes obras. Num contexto evangelístico, ela usa linguagem de certeza presente ("Ele me salvará agora"). Mas em obras doutrinais normativas, ela proíbe explicitamente essa mesma linguagem.​


    5. O ENSINO BÍBLICO SOBRE A CERTEZA DA SALVAÇÃO

    5.1. Justificação Pela Fé: Uma Realidade Presente

    O apóstolo Paulo ensina consistentemente que a justificação é uma realidade presente e imediata para quem crê:

    "Justificados, pois, mediante a fé, TEMOS paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo." (Romanos 5:1)

    Análise gramatical: O verbo grego ἔχομεν (echomen, "temos") está no tempo presente ativo indicativo — indicando posse atual e contínua da paz com Deus mediante justificação.​

    "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que ESTÃO em Cristo Jesus." (Romanos 8:1)

    Análise gramatical: O verbo ἐστίν (estin, "há/está") novamente está no presente indicativo — afirmando ausência presente de condenação.​

    5.2. Vida Eterna: Presente, Não Futura

    Jesus Cristo ensinou explicitamente que a vida eterna é uma possessão presente do crente:

    "Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou TEM a vida eterna, não entra em juízo, mas PASSOU da morte para a vida." (João 5:24)

    Análise teológica:

    1. "TEM [ἔχει, echei] a vida eterna" — tempo presente, não futuro​

    2. "Não entra em juízo" — ausência total de condenação futura​

    3. "PASSOU [μεταβέβηκεν, metabebeken] da morte para a vida" — perfeito indicativo, ação completada com resultados permanentes​

    5.3. Segurança Eterna em Cristo

    O apóstolo João escreveu sua primeira epístola com o propósito explícito de dar certeza salvífica presente aos crentes:

    "Estas coisas vos escrevi, a vós outros que credes no nome do Filho de Deus, para que SAIBAIS que TENDES a vida eterna." (1 João 5:13)

    Análise do propósito autoral:

    • ἵνα εἰδῆτε (hina eidēte, "para que saibais") — conjunção de propósito + verbo perfeito subjuntivo = certeza epistêmica plena​

    • ἔχετε (echete, "tendes") — presente ativo indicativo = posse atual​

    Conclusão exegética: João escreveu explicitamente para que os crentes SAIBAM (tenham certeza epistêmica) que POSSUEM (tempo presente) vida eterna.​

    5.4. Paulo: "EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO"

    O apóstolo Paulo expressou confiança absoluta em sua salvação:

    "Porque EU SEI em quem tenho crido e ESTOU CERTO de que Ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele Dia." (2 Timóteo 1:12)

    Análise: Paulo não disse "espero" ou "talvez". Ele afirmou categoricamente: "EU SEI" (οἶδα, oida, perfeito indicativo = conhecimento pleno e permanente).​


    6. A REFUTAÇÃO TEOLÓGICA DA POSIÇÃO DE ELLEN WHITE

    6.1. Ellen White Nega o Testemunho do Espírito Santo

    A Escritura ensina que o Espírito Santo dá testemunho direto ao espírito do crente sobre sua filiação divina:

    "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que SOMOS filhos de Deus." (Romanos 8:16)

    Pergunta teológica devastadora: Como o crente pode obedecer Ellen White (que proíbe dizer "estou salvo") e simultaneamente receber o testemunho do Espírito Santo (que testifica presente filiação divina)?​

    Ellen White efetivamente nega o testemunho interior do Espírito Santo ao proibir os crentes de sentirem ou afirmarem salvação presente.​

    6.2. Ellen White Contradiz o Propósito de 1 João

    Como demonstrado acima, João escreveu sua primeira epístola explicitamente "para que saibais que tendes a vida eterna" (1 João 5:13).​

    Ellen White contradiz frontalmente João ao escrever:​

    "Nenhuma língua santificada será encontrada pronunciando essas palavras [estou salvo] até que Cristo venha."

    Problema lógico inescapável:

    • João: Escrevo para que vocês saibam que têm vida eterna (agora)​

    • Ellen White: Vocês nunca devem dizer que têm vida eterna até Cristo voltar​

    Um deles está errado. E não é João.

    6.3. Ellen White Promove Insegurança Salvífica — Não Humildade

    Defensores adventistas argumentam que Ellen White simplesmente promovia humildade e vigilância contra presunção. Mas esse argumento falha porque:​

    1. Humildade bíblica não exige negar a obra completa de Cristo — Paulo era humilde mas afirmou categoricamente: "EU SEI em quem tenho crido" (2 Timóteo 1:12)​

    2. Vigilância espiritual não exige insegurança salvífica — Jesus ordenou vigilância (Mateus 24:42) mas também prometeu: "Não entra em juízo" (João 5:24)​

    3. Ellen White não advertiu contra presunção — ela proibiu certeza — Não há diferença textual entre "presunção" e "certeza" nos escritos de Ellen White. Ela proibiu categoricamente "dizer ou sentir"

    6.4. O Caso de Pedro: Exegese Falha de Ellen White

    Ellen White usou a negação de Pedro como justificativa para proibir certeza salvífica:​

    "A queda de Pedro não foi repentina, mas gradual. A confiança em si mesmo induziu-o à crença de que estava salvo... Jamais podemos confiar seguramente em nós mesmos ou sentir, aquém do Céu, que estamos livres de tentação."

    Fonte: Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 154-155.

    Refutação exegética:

    1. Pedro não caiu porque tinha certeza salvífica — Pedro caiu porque confiou em si mesmo ("Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei" — Mateus 26:33), não porque confiou em Cristo​

    2. Certeza salvífica ≠ confiança em si mesmo — Certeza bíblica é confiança na obra completa de Cristo (Efésios 2:8-9), não em nossas próprias forças​

    3. Jesus restaurou Pedro completamente — Após a ressurreição, Jesus não disse a Pedro "nunca mais diga que está salvo". Ele disse: "Apascenta minhas ovelhas" (João 21:15-17), restaurando-o ao ministério apostólico​


    7. AS CONSEQUÊNCIAS PASTORAIS DO ENSINO DE ELLEN WHITE

    7.1. Insegurança Crônica e Ansiedade Espiritual

    A proibição de Ellen White contra afirmar ou sentir salvação cria uma população de crentes cronicamente inseguros. Um analista adventista honesto admite:​

    "Muitos membros e mesmo alguns pastores adventistas alimentam ideias confusas sobre o plano da salvação... Outros demoram a crer com o coração aquilo que já creem com a mente, sabendo intelectualmente mas não sentindo a paz de que são salvos em Jesus."

    Fonte: "Os adventistas, Ellen G. White e a certeza de salvação (1)", blog Escrivão Caminha.

    Pergunta pastoral: Como um crente pode ter paz espiritual quando foi explicitamente ensinado que "nunca deve sentir que está salvo"?​

    7.2. Foco em Si Mesmo, Não em Cristo

    A Revista Adventista oficial admite:​

    "Alguns adventistas do sétimo dia têm sustentado a ideia de que o caráter de Deus será vindicado mediante a vida perfeita da última geração de crentes... Essa afirmação desperta medo nas pessoas e tende a dirigir o foco do cristão para si mesmo."

    Fonte: "Certeza da salvação", Revista Adventista.

    Ironia teológica: Ellen White, ao proibir certeza salvífica, efetivamente dirige o foco para o desempenho pessoal do crente em vez da obra completa de Cristo.​

    7.3. Contradição Entre Pregação Pública e Ensino Interno

    O adventismo contemporâneo enfrenta uma esquizofrenia teológica:

    • Publicamente: Pastores como Bullón pregam: "Você não precisa fazer nada — você é salvo pela graça"​

    • Internamente: Ellen White continua sendo "autoridade contínua" ensinando: "Nunca devem dizer ou sentir que estão salvos"​

    Resultado: Confusão doutrinária massiva e ansiedade espiritual crônica entre os membros.​


    8. CONCLUSÃO: A DICOTOMIA INSUSTENTÁVEL

    8.1. Síntese das Contradições

    O adventismo contemporâneo mantém simultaneamente duas soteriologias mutuamente excludentes:

    1. Soteriologia paulina-evangélica (Bullón et al.): Salvação gratuita, imediata, pela fé somente, com certeza presente​​

    2. Soteriologia de Ellen White: Proibição de afirmar ou sentir salvação antes da segunda vinda de Cristo, com ênfase em vigilância perpétua e insegurança salvífica​

    8.2. O Veredicto Bíblico

    A Escritura é inequívoca:

    • Salvação é presente: "TEM a vida eterna" (João 5:24)​

    • Certeza é possível e desejável: "Para que SAIBAIS que TENDES a vida eterna" (1 João 5:13)​

    • Segurança está em Cristo, não em nós: "ESTOU CERTO de que Ele é poderoso para guardar" (2 Timóteo 1:12)​

    Ellen White contradiz todas essas afirmações bíblicas.

    8.3. Implicações Para Adventistas Sinceros

    Adventistas que buscam honestidade teológica enfrentam uma escolha inescapável:

    Opção 1: Aceitar Ellen White como "autoridade contínua" — e viver em insegurança salvífica perpétua, negando o testemunho do Espírito Santo (Romanos 8:16) e a promessa de Jesus (João 5:24)​

    Opção 2: Aceitar a autoridade final da Escritura — e reconhecer que Ellen White ensinou uma soteriologia deficiente que nega a certeza salvífica bíblica​

    8.4. Palavra Final

    A dicotomia entre Bullón e Ellen White não é meramente acadêmica — revela uma crise teológica fundamental no coração do adventismo. Não se pode servir a dois senhores soteriológicos.

    Como disse o Reformador Martinho Lutero sobre a certeza salvífica:

    "Quando Satanás me tenta e diz: 'Lutero, você é um pecador e está perdido', eu respondo: 'É verdade, Satanás, eu sou um pecador. Mas Cristo morreu por mim. Agora vá embora e me deixe em paz com meu Salvador.'"

    Ellen White proibiu Lutero de responder assim. Mas a Bíblia não.

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