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    Refutando Adriano Cicílio Usando APENAS a Bíblia.
    O Sábado

    Refutando Adriano Cicílio Usando APENAS a Bíblia.

    Refutando Adriano Cicílio usando apenas a Bíblia esclarecendo Colossenses 2.16-17 e o sábado. Confira esta análise bíblica que traz paz ao coração dos adventistas presos ao sistema.

    11 de janeiro de 202614 min min de leituraPor Rodrigo Custódio

    1. Tese do vídeo e método de refutação

    No vídeo, o pastor adventista Adriano Cicilio pretende “provar” que Colossenses 2.16–17 não atinge o sábado semanal do quarto mandamento e que usar esse texto contra a obrigatoriedade sabatista seria “passar vergonha”. Ele afirma:

    “Você que não guarda o sábado e fica inventando desculpa… hoje você vai conhecer o texto‑prova que não prova nada contra o adventismo.”

    “Você passa vergonha quando você diz que isso aí tá dizendo sobre a guarda do sábado.”

    “Não tem como afirmar dizer que Colossenses 2.16–17 fala do sábado semanal. É besteira.”

    “Você não consegue defender a abolição do quarto mandamento pela Bíblia.”

    “Colossenses 2.16–17 nada tem a ver com a abolição do quarto mandamento.”

    O objetivo aqui é avaliar essas afirmações unicamente à luz da Escritura (sola Scriptura), fazendo exegese do texto de Colossenses e dos paralelos bíblicos, sem recorrer à tradição adventista, Ellen G. White ou argumentos históricos.


    2. Contexto imediato de Colossenses 2.13–17

    Paulo escreve:

    “E a vós, que estáveis mortos nos vossos delitos e na incircircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando‑vos todos os delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu‑o inteiramente, encravando‑o na cruz…
    Portanto, ninguém vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque **tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.”
    (Cl 2.13–17)

    O argumento é claro e contínuo:

    1. Havia um “escrito de dívida… que constava de ordenanças” (v. 14).

    2. Esse conjunto de ordenanças foi cancelado e removido na cruz de Cristo.

    3. Por isso, ninguém deve julgar os cristãos quanto a regulamentos de alimento, bebida e calendário religioso (“festa, lua nova, sábados”).

    4. Tais coisas são “sombra”; a realidade (“corpo”) é Cristo (v. 17).

    O pastor tenta limitar esse contexto exclusivamente às “cerimônias mosaicas” sem tocar o sábado do decálogo. Verifiquemos se o texto permite tal separação.


    3. O erro de separar artificialmente “lei moral” e “lei cerimonial” em Colossenses 2

    Adriano afirma:

    “As ordenanças, os sacrifícios que eu deveria fazer… se eu não fizesse isso, se voltava contra mim, mas em Cristo foi apagado.”

    “Então, comer e beber aqui é uma referência às cerimônias… não está falando que está liberado agora comer qualquer coisa… Está falando que comer ou participar dessas cerimônias, depois da vinda de Cristo, não tem relevância para a salvação.”

    “Paulo não é contra o quarto mandamento, nunca… ele é contra a maneira pela qual as pessoas guardam a lei.”

    Entretanto, o texto de Paulo não faz a distinção adventista entre “lei moral” (decálogo) e “lei cerimonial”. Ele fala de um “escrito de dívida… que constava de ordenanças” (v. 14). Em Colossenses, “ordenanças” (dogmata) é justamente o vocábulo usado em Efésios 2.15:

    “aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças (dogmasin)…”

    Ou seja, aquilo que foi cravado na cruz é chamado por Paulo de “lei dos mandamentos em forma de ordenanças”; não há, no texto, compartimentação entre uma parte “moral” intocável e uma parte “cerimonial” abolida. A divisão adventista é sistemática e posterior, não exegética.

    Mais: quando Paulo quer falar especificamente dos Dez Mandamentos, ele sabe fazê‑lo. Em 2 Coríntios 3.7–11, ele se refere à lei “gravada com letras em pedras”, claramente o decálogo (Êx 34.28; Dt 4.13), e diz que:

    “se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória… como não será maior a glória do ministério do Espírito?… porque, se o que se desvanecia era glorioso, muito mais glorioso é o que permanece.”

    O que “se desvanecia” e não permanece é justamente o ministério associado às tábuas de pedra. Logo, Paulo não confere ao decálogo o status de código eterno imutável em moldes adventistas.

    Portanto, quando em Colossenses 2 ele diz que o “escrito de dívida… constando de ordenanças” foi removido, o fardo recai sobre toda a legislação mosaica enquanto sistema de aliança, incluindo o sábado como sinal (Êx 31.13,16–17).


    4. O tríptico “festa, lua nova, sábados”: inclui ou exclui o sábado semanal?

    Um dos pontos centrais do vídeo é a insistência de Adriano de que os “sábados” de Colossenses 2.16 seriam apenas “sábados cerimoniais” de festas, não o sábado semanal:

    “Aqui está falando sobre as cerimônias… não tá falando do sábado semanal.”

    “Existia o sábado feriado… e tinha o sábado da semana… Paulo está falando das festividades, não está falando do sábado semanal.”

    “Não tem como afirmar dizer que Colossenses 2.16–17 fala do sábado semanal. É besteira.”

    A pergunta é: como a própria Bíblia usa a expressão combinada “festa, lua nova, sábados”?

    O padrão “festa – lua nova – sábado(s)” é um tríplice esquema calendárico frequente no Antigo Testamento:

    • 1 Crônicas 23.31
      “Oferecendo holocaustos ao Senhor… nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas…”

    • 2 Crônicas 2.4
      “Holocaustos pela manhã e à tarde, nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas…”

    • 2 Crônicas 31.3
      “para os holocaustos… nos sábados, nas luas novas e nas festas fixas…”

    • Ezequiel 45.17
      “…nas festas, nas luas novas e nos sábados…”

    • Oséias 2.11
      “Farei cessar todo o seu gozo, as suas festas, as suas luas novas e os seus sábados, e todas as suas solenidades.”

    Em todos esses textos, o triplo esquema cobre todo o calendário religioso de Israel:

    1. Festas anuais (Páscoa, Pentecostes, Tabernáculos etc.).

    2. Luas novas mensais.

    3. Sábados semanais, que estruturavam o ciclo de sete dias.

    Paulo em Colossenses 2.16 reproduz exatamente esse padrão: “dia de festa, ou lua nova, ou sábados”. Não há nenhum indício de que o último termo exclua o sábado do quarto mandamento; ao contrário, seguindo o uso veterotestamentário, ele inclui o sábado semanal como coroa do sistema.

    A tentativa de restringir “sábados” a “sábados cerimoniais” ignora que:

    • Em Oséias 2.11, Deus diz que fará cessar “as suas festas… e os seus sábados” – e ninguém nega que o sábado semanal estava incluído no juízo contra Judá.

    • Em Isaías 1.13–14, o Senhor abomina “lua nova e sábado, a convocação de assembleias”; trata‑se do conjunto de práticas ligadas à aliança sinaítica.

    Logo, biblicamente, o tríptico festa–lua nova–sábados engloba o sistema inteiro, inclusive o sábado semanal. A acusação de que é “besteira” ler Colossenses 2.16 como referência também ao sábado do quarto mandamento não se sustenta à luz da própria Escritura.


    5. “Ninguém vos julgue”: Paulo libera ou reforça a observância?

    O pastor argumenta:

    “O texto não diz isso. O texto diz: ‘ninguém vos julgue’. Paulo não repreende as práticas, mas o juízo feito por determinado grupo… as práticas dos colossenses não.”

    “Quem quiser fazer as festas, participar das festas, não tem problema.”

    Ou seja, na leitura dele, Paulo diria: “continuem guardando tudo; apenas não deixem que outros os julguem por isso”. Mas essa leitura entra em choque com o próprio versículo 17:

    “Tudo isto tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.”

    Se Paulo quisesse apenas defender a liberdade de continuar praticando festas judaicas, não chamaria tais práticas de “sombra” em contraste com a realidade de Cristo. O paralelo com Hebreus é nítido:

    • Hebreus 10.1 – “Visto que a lei tem sombra dos bens vindouros, não a imagem real das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios… pode aperfeiçoar os que se achegam.”

    A função da “sombra” não é permanecer como obrigação cultual depois que o “corpo” (a realidade) chegou. Ela aponta para Cristo até que Ele venha; depois, perde seu caráter normativo. Por isso Paulo não apenas condena o “juízo” dos falsos mestres, mas também retira a base teológica do próprio calendário levítico, ao chamá‑lo de sombra.

    Se o sábado semanal é apresentado no Sinai como sinal da aliança mosaica (Êx 31.13,16–17; Ez 20.12,20), e se essa aliança é “sombra dos bens vindouros”, então é inevitável que o próprio sábado funcione tipologicamente. Sua função apontava para:

    • O descanso de Deus na criação (Gn 2.2–3);

    • O descanso de Israel da escravidão (Dt 5.15);

    • O repouso escatológico em Cristo, que Hebreus 4 desenvolve.

    Hebreus 4.9–10 declara:

    “Portanto, resta um repouso sabático (sabbatismos) para o povo de Deus, porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das suas.”

    O descanso sabático, na nova aliança, é alcançado entrando no descanso de Deus pela fé em Cristo, não pela observância de um dia específico. Isso coloca o sábado semanal exatamente na categoria de “sombra” cujo cumprimento é Cristo – o que Adriano, porém, rejeita:

    “Dizer que o sábado é uma sombra e que Jesus é a realidade não faz sentido biblicamente.”

    Entretanto, Hebreus 4, em diálogo com Gênesis 2 e Salmo 95, ensina precisamente isso: o descanso sabático é tipológico, e sua realidade plena não é um dia da semana, mas o descanso de Deus no qual entramos pela fé.


    6. O sábado como sinal de aliança, não como lei universal imutável

    Outro ponto recorrente do vídeo é a tentativa de separar “sábado semanal” (supostamente moral e eterno) de “sábados cerimoniais” (temporários):

    “O sábado semanal foi criado antes do pecado… os sábados cerimoniais foram criados após o pecado.”

    “Abolir a base é equivocado… o sábado é o memorial da criação… é no quarto mandamento que eu conheço quem é o Senhor.”

    A Bíblia, porém, apresenta o sábado semanal como sinal específico da aliança com Israel, não como instituição universal imposta às nações:

    • Êxodo 31.13,16–17
      “Tu, pois, falarás aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações, para que saibais que eu sou o Senhor que vos santifica…
      Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando‑o nas suas gerações, por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre…”

    O texto é explícito: o sábado é sinal entre Deus e Israel, assim como a circuncisão era sinal da aliança abraâmica (Gn 17.11). E assim como a circuncisão é reinterpretada na nova aliança como realidade espiritual (Cl 2.11; Rm 2.28–29), o sábado é reinterpretado como descanso em Cristo (Cl 2.17; Hb 4.9–10).

    Além disso:

    • Antes do Sinai, não há um único mandamento explícito ordenando a humanidade a guardar o sétimo dia. Gênesis 2.2–3 registra Deus descansando e abençoando o sétimo dia, mas não menciona ordem a Adão para observar o sábado.

    • De Gênesis 4 a Êxodo 15, não aparece nenhuma referência a patriarcas guardando um dia semanal específico; Abraão é elogiado por guardar “os meus mandamentos, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis” (Gn 26.5), mas o texto não especifica o sábado.

    Portanto, a tese de que o sábado semanal, como mandamento positivo, foi dado “antes do pecado” à humanidade inteira não é demonstrada pela Escritura; é uma inferência adventista.


    7. O uso seletivo de Romanos 3.31

    Adriano tenta blindar o sábado citando Romanos 3.31:

    “Se ele fosse [contra o quarto mandamento], estaria contra a própria palavra que ele diz o seguinte: ‘Anulamos então a lei por meio da fé? De modo nenhum; antes confirmamos a lei.’ Paulo não pode ir contra a lei de Deus.”

    Mas o próprio Paulo, na mesma carta, explica como a lei é “confirmada” pela fé:

    • Romanos 3.21–22 – “Agora, porém, sem lei, se manifestou a justiça de Deus, testemunhada pela Lei e pelos Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo…”

    • Romanos 6.14 – “Não estais debaixo da lei, e sim da graça.”

    • Romanos 7.4,6 – “Fostes feitos mortos para a lei, por meio do corpo de Cristo… Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.”

    A lei é “confirmada” na medida em que:

    1. Condena o pecador e aponta para Cristo (Rm 3.19–20; Gl 3.24).

    2. Cumpre‑se em Cristo, que obedece perfeitamente e leva a maldição da lei (Gl 3.13).

    3. É escrita no coração pelo Espírito na nova aliança (Rm 8.3–4; Jr 31.33; Ez 36.26–27).

    Essa confirmação não implica a perpetuação do código mosaico como um sistema legal sobre o cristão; pelo contrário, os crentes são ditos “mortos para a lei” (Rm 7.4) e “não debaixo da lei” (Rm 6.14).

    Quando Paulo enumera mandamentos éticos para os crentes gentios, ele nunca menciona o sábado. Em Romanos 13.8–10, cita mandamentos como “não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás”, mas omite o quarto mandamento; e conclui: “o amor é o cumprimento da lei”.


    8. Paulo, os gentios e a ausência total de mandamento sabático

    Outro silêncio eloquente vem de Atos 15. Em meio à controvérsia sobre quais exigências da lei mosaica deveriam recair sobre os gentios, o concílio de Jerusalém conclui:

    “Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo além destas coisas essenciais: que vos abstenhais das coisas sacrificadas a ídolos, do sangue, dos animais sufocados e da fornicação…” (At 15.28–29)

    Se o sábado fosse um mandamento universal, indispensável à fidelidade cristã, este seria o momento ideal para incluí‑lo. No entanto, não aparece. Pelo contrário, a carta limita os encargos a pontos ligados à comunhão entre judeus e gentios, não ao calendário judaico.

    Paulo, escrevendo a igrejas gentílicas, reforça essa liberdade:

    • Romanos 14.5–6
      “Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente. Quem distingue entre dia e dia, para o Senhor o faz… quem come, para o Senhor come… quem não come, para o Senhor não come.”

    Se um dia semanal específico fosse moralmente obrigatório para todos os cristãos, Paulo não poderia tratar a questão nessa categoria de liberdade de consciência. A resposta de Adriano – de que aqui não se trata do sábado – é mera suposição; o texto não distingue “dias cerimoniais” de “dia moral”.


    9. A caricatura dos defensores da não‑obrigatoriedade sabática

    Ao final do vídeo, o pastor adota tom acusatório:

    “Você que não guarda o sábado e fica inventando desculpa para não guardar… Pare de achar textos obscuros para defender uma fuga sua… Deus está chamando você para ser fiel guardando o quarto mandamento. Aceite, dói menos.”

    “Dizer que Colossenses 2.16–17 fala do sábado semanal é besteira… Pare de usar essa desculpa, se dependa dessa falsidade, dessa autojustificativa.”

    Porém, à luz do que foi visto:

    1. O uso de Colossenses 2.16–17 para afirmar que o cristão não está mais sob obrigação do calendário mosaico, incluindo o sábado, não é “texto obscuro”, mas exegese coerente com todo o testemunho bíblico.

    2. A tripla fórmula “festa, lua nova, sábados”, à luz do Antigo Testamento, inclui o sábado semanal.

    3. A Escritura apresenta o sábado como sinal da aliança de Israel, não como mandamento universal para as nações.

    4. Nem Atos, nem as epístolas paulinas, nem qualquer texto do Novo Testamento impõem o sábado aos gentios.

    5. O descanso sabático é, segundo Hebreus 4, realizado em Cristo, não em um dia semanal como condição de salvação ou fidelidade.

    Chamar de “besteira” quem reconhece isso é substituir argumentação bíblica por retórica emocional.


    10. Conclusão teológica sob o princípio sola Scriptura

    À luz exclusivamente da Escritura, as principais afirmações do vídeo não se sustentam:

    1. “Colossenses 2.16–17 nada tem a ver com o sábado semanal.”
      – Falso. O uso veterotestamentário de “festa, lua nova, sábados” mostra que Paulo se refere a todo o calendário judaico, incluindo o sábado do decálogo (1Cr 23.31; 2Cr 2.4; 31.3; Ez 45.17; Os 2.11).

    2. “Dizer que o sábado é uma sombra e Jesus é a realidade não faz sentido biblicamente.”
      – Falso. Hebreus 4.9–10 e 10.1 apresentam o descanso sabático e a própria lei como sombra dos bens vindouros; o descanso real é entrar no descanso de Deus por meio de Cristo.

    3. “Paulo nunca é contra o quarto mandamento; só contra guardá‑lo para ser salvo.”
      – Incompleto e tendencioso. Paulo declara que os cristãos estão mortos para a lei (Rm 7.4,6), não debaixo da lei (Rm 6.14), que a “lei dos mandamentos em forma de ordenanças” foi abolida (Ef 2.15) e cravada na cruz (Cl 2.14). Ele nunca manda gentios guardar o sábado, nem coloca essa observância entre as exigências apostólicas (At 15; Rm 13.8–10; Gl 4.10–11).

    4. “Não tem como defender a abolição do quarto mandamento pela Bíblia.”
      – Pelo contrário, a Bíblia mostra que o sábado, como parte do código mosaico e sinal da aliança com Israel (Êx 31.13,16–17), não é imposto aos gentios na nova aliança; o descanso verdadeiro é Cristo. A obrigatoriedade sabatista para cristãos gentios carece de texto normativo claro.

    5. “Quem usa Colossenses 2 contra a guarda do sábado está ‘inventando desculpa’ para não ser fiel.”
      – Essa acusação ignora que o próprio texto bíblico, lido em seu contexto canônico, autoriza a liberdade cristã quanto aos dias (Cl 2.16–17; Rm 14.5–6) e nunca transforma o sábado em critério distintivo de fidelidade na nova aliança.

    Portanto, à luz do método sola Scriptura, o ensino de Adriano Cicilio em Colossenses 2.16–17 é exegeticamente frágil e dependente de categorias externas ao texto (lei moral vs. cerimonial, separação rígida entre “sábado semanal” e “sábados festivos”), não de uma leitura direta da Escritura.

    A Escritura mostra que:

    • Cristo é o cumprimento da lei e do sábado (Mt 11.28–12.8; Hb 4.9–10);

    • O povo de Deus não está sob a obrigação mosaica de calendário (Cl 2.16–17; Gl 4.10–11);

    • A marca do cristão não é um dia, mas a fé que atua pelo amor (Gl 5.6) e a obediência ao evangelho (Jo 14.15; Rm 8.3–4).

    Qualquer sistema que faça do sábado mosaico um teste universal de fidelidade cristã vai além do que a Escritura ordena e, por isso mesmo, não pode reivindicar o rótulo de sola Scriptura de maneira honesta.

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    Referências Bibliográficas

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    SICILIO, Adriano vídeo.

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    1 Crônicas 23.31. Bíblia.

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    Romanos 3.31. Bíblia.

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